É uma preocupação constante do CHEGA Açores, que tem alertado várias vezes para o aumento da despesa das empresas públicas regionais, e que é comprovada sempre que são apresentadas as demonstrações financeiras das empresas que integram o Sector Público Empresarial Regional (SPER).
No primeiro trimestre de 2026, há duas empresas que saltam à vista em termos de gastos com pessoal: a Atlânticoline e a Portos dos Açores. Na Atlânticoline, os gastos com pessoal passaram de 844.794,10 euros, no primeiro trimestre de 2025, para 1.024.604,13 euros, no primeiro trimestre de 2026. No mesmo período, a empresa passou de um resultado positivo de 110.823,14 euros para um resultado negativo de 444.673,27 euros, o que representa uma deterioração muito significativa das suas contas.
Também a Portos dos Açores apresenta uma subida expressiva dos gastos com pessoal, que passaram de 3.715.968,87 euros para 4.165.828,90 euros, uma subida de 12,1% num só ano.
Números que levam o CHEGA Açores a questionar o Governo Regional sobre as razões que levam a estes aumentos de gastos com pessoal nas duas empresas, e a justificação para a passagem de resultado positivo para resultado negativo em apenas um ano, no caso da Atlânticoline. Num requerimento enviado à Assembleia Regional, os parlamentares questionam se o Governo Regional pensa tomar medidas concretas para conter estes custos e se existem medidas previstas para impedir o agravamento dos prejuízos no Sector Empresarial Público Regional.
O deputado Francisco Lima considera essencial que o Governo Regional “explique com transparência estes aumentos de despesa, sobretudo quando muitas empresas públicas regionais continuam a apresentar resultados negativos, a acumular encargos e a transferir para os contribuintes Açorianos o custo de uma gestão que continua sem demonstrar sinais claros de recuperação, rigor e sustentabilidade financeira”.
Para o CHEGA a transparência e o rigor são inegociáveis e “é preciso exigir responsabilidades às administrações das empresas públicas que não podem continuar a aumentar custos sem apresentarem resultados positivos. É preciso acabar com estes autênticos sorvedouros de dinheiros públicos, que apresentam sempre prejuízos”, concluiu Francisco Lima.
Ponta Delgada, 2 de Julho de 2026
CHEGA I Comunicação
AUMENTOS COM PESSOAL NA ATLÂNTICOLINE E NA PORTOS DOS AÇORES EXIGEM RESPOSTAS
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