InícioParlamentoINSTITUIÇÕES QUE SUBSTITUEM O ESTADO NÃO PODEM ESTAR SEMPRE A PEDINCHAR

INSTITUIÇÕES QUE SUBSTITUEM O ESTADO NÃO PODEM ESTAR SEMPRE A PEDINCHAR

O CHEGA Açores entende que há instituições que, pelo trabalho meritório que prestam à sociedade, muitas vezes em substituição do próprio Estado, devem receber apoios justos pelo trabalho desenvolvido. E não podem esperar meses por uma resposta do Governo Regional relativamente a revisões ou assinaturas de acordos de cooperação, exactamente porque prestam um serviço que deveria ser o Estado a prestar, mas não tem capacidade.

Os deputados do CHEGA Açores, José Pacheco e Olivéria Santos, reuniram hoje com a Direcção da APPDA – Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo dos Açores, em São Miguel, que acolhe actualmente 22 jovens, entre os 14 e os 34 anos, tem capacidade instalada para 25 utentes, mas queixa-se daquilo que muitas instituições se queixam: falta de financiamento para poder ter técnicos capacitados suficientes para os utentes que tem.

Para o líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, a APPDA “presta um serviço social e tem literalmente de «pedinchar» para poder dar resposta capaz aos utentes que acolhe. Mas com mais apoios, conseguiria ter mais técnicos para acolher mais utentes, já que tem 43 pessoas em lista de espera”.

Uma vez que as instituições não conseguem dar resposta, há muitos pais que têm de deixar de trabalhar para se dedicar a tempo inteiro aos filhos com autismo, perdendo rendimentos e sem saber como será o futuro destas crianças e jovens. “Custa-me muito ver que o Estado dá dinheiro a quem não quer trabalhar e passa os dias nos cafés, mas para ajudar instituições que fazem um trabalho de excelência, que apoiam crianças e jovens sem autonomia, nunca há dinheiro. Temos de mudar esta mentalidade. Temos de pensar seriamente em quem queremos ajudar, já a pensar na sociedade que queremos no futuro”, reforça José Pacheco.

Os deputados do CHEGA estão a realizar visitas a instituições que acolhem e trabalham com pessoas com deficiência ou incapacidade, uma vez que apresentaram um diploma para instituir na Região o Modelo de Apoio à Vida Independente – MAVI, que poderá libertar vagas nas referidas instituições, pois institui um assistente pessoal para que as pessoas com deficiência ou incapacidade vivam de forma autónoma.

O CHEGA apresentou também à APPDA a intenção de instituir na Região o Provedor do Cidadão Portador de Deficiência, que será uma ponte de ligação, e voz activa, entre o poder político e as instituições que lidam com portadores de deficiência e com os próprios cidadãos com deficiência.

Ponta Delgada, 2 de Junho de 2026
CHEGA I Comunicação

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