Nos últimos dias, no plenário da Assembleia da República, voltou a assistir-se a mais um episódio que demonstra bem a forma como o sistema político reage quando alguém ousa enfrentá-lo.
A vice-presidente da Assembleia da República, Teresa Morais, do PSD, protagonizou um novo ataque dirigido ao CHEGA. Uma atitude que fez lembrar a postura de Augusto Santos Silva, do PS, quando presidia ao parlamento, marcada por constantes confrontos e tentativas de silenciar a oposição.
Mais uma vez ficou evidente aquilo que muitos portugueses já perceberam há muito tempo: PS e PSD funcionam muitas vezes como dois lados da mesma moeda, unidos quando se trata de defender um sistema político que os tem beneficiado ao longo de décadas.
Estamos perante um modelo político que já dura há quase 52 anos e que, para muitos cidadãos, se encontra cada vez mais afastado das preocupações reais do povo. Em vez de servir quem os elegeu, demasiadas vezes parece servir interesses partidários e estruturas instaladas.
É precisamente neste contexto que o surgimento do CHEGA representa, para muitos portugueses, uma lufada de ar fresco na política nacional, um sinal de vontade de mudança e de limpeza ao sistema estabelecido.
Em Democracia têm de haver um debate livre, pluralismo e respeito por todas as forças políticas representadas pelos eleitores.
Pedro Rodrigues
Dirigente e Autarca do CHEGA Açores

