Apesar de ter sido criada em 1985, no âmbito do Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos da América, que mantém a presença americana na Base das Lajes, o certo é que a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento – FLAD, pouco tem contribuído para o desenvolvimento da Região – que seria um dos propósitos da sua criação.
A questão já foi levantada pelo Grupo Parlamentar do CHEGA em requerimento e passou a Projecto de Resolução, pretendendo que haja um reforço da presença institucional da FLAD no arquipélago. O diploma está a ser discutido em sede de Comissão de Política Geral, onde seria ouvida a FLAD, que considerou “não ser este o momento institucionalmente mais adequado para a realização da audição em causa”.
Perante esta resposta, a deputada Olivéria Santos manifestou o seu descontentamento, por considerar tratar-se de “uma grande desconsideração para com o Parlamento dos Açores, os seus deputados e a Comissão de Política Geral e, por conseguinte, para com todos os Açorianos”.
A parlamentar registou que esta recusa da FLAD pode ter várias interpretações, seja “por medo de perguntas incómodas, ou medo do próprio escrutínio. Se calhar por receio de explicarem porque motivo os administradores da FLAD recebem, todos juntos, mais do que o valor que vem para os Açores”. Até porque, entende a deputada, a audição da FLAD serviria para esclarecer dúvidas que permanecem quanto ao contributo da Fundação para a Região.
Olivéria Santos lembrou que a proposta do CHEGA de reforçar a presença institucional da FLAD nos Açores “não é contra ninguém, e neste particular, contra a FLAD. Apenas pretendemos que os Açores não sejam esquecidos e que tenham os verdadeiros benefícios, que merecem, pela presença Norte-Americana na Lajes”, sendo que esta atitude da FLAD reveste-se de “prepotência e arrogância”, considera o CHEGA.
Ponta Delgada, 12 de Maio de 2026
CHEGA I Comunicação

