A saúde sempre foi uma área problemática, devido à dispersão geográfica de uma Região onde faltam médicos, enfermeiros e especialistas, e agravada pelo incêndio no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada. Dois anos depois do incêndio, o prometido “hospital do futuro” mantém-se apenas nas intenções, a estrutura modular assume papel definitivo, o serviço degrada-se e as fragilidades do Sistema Regional de Saúde agravaram-se.
A situação exige respostas do Governo Regional e o CHEGA Açores vai promover, já na próxima semana, um debate de urgência sobre o presente e o futuro da saúde na Região. “A Saúde nos Açores e o Hospital do Divino Espírito Santo – Que Presente e que Futuro?”, pretende identificar as vulnerabilidades da saúde em todas as ilhas da Região, dando destaque ao maior hospital dos Açores, exigindo respostas da tutela para situações que se têm agravado nos últimos dois anos.
O líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, refere que “a saúde nos Açores está doente” e dá exemplos das listas de espera que continuam a aumentar, das dificuldades que o pessoal médico e não médico encontra nos vários serviços de saúde, a falta de profissionais, a falta de respostas atempadas, e a degradação de um serviço que deixa profissionais e utentes desgastados.
“Dois anos depois do incêndio no Hospital do Divino Espírito Santo, há enfermarias ainda fechadas, há projectos que só vão sair do papel daqui a quatro ou cinco anos, há um hospital modular que era para ser provisório e até – pasmem-se – móvel em caso de catástrofe noutras ilhas, mas que está a ser cada vez mais definitivo. Em todas as ilhas há falta de médicos, há doentes que desesperam por uma consulta de especialidade, há novos centros de saúde que se prometem sem haver viabilidade financeira. É um sistema em colapso e sem forma de se reestruturar. Os Açorianos precisam de respostas e precisam de um sistema de saúde competente, para o qual descontam nos seus impostos”, reforça José Pacheco.
Ponta Delgada, 12 de Maio de 2026
CHEGA I Comunicação
DEBATE DE URGÊNCIA SOBRE SAÚDE NOS AÇORES QUER RESPOSTAS PARA PROBLEMAS QUE SE AGRAVAM
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