InícioParlamentoGOVERNO REGIONAL ADMITE IGNORAR A SEGURANÇA DA ILHA DO CORVO

GOVERNO REGIONAL ADMITE IGNORAR A SEGURANÇA DA ILHA DO CORVO

“É uma falha grave e inadmissível” o Governo Regional dizer que desconhece a aquisição de um edifício no Corvo, para instalação de uma esquadra da PSP na mais pequena ilha do arquipélago. A resposta foi dada a um requerimento do Grupo Parlamentar do CHEGA, que questionava o Governo Regional acerca da aquisição do edifício que está fechado há mais de um ano, mas também questionava sobre os meios a disponibilizar para aquela esquadra, se haveria alguma parceria entre o Governo da República – que é quem tutela a segurança – e o Governo Regional para apetrechamento do espaço, ou mesmo se a Região tem feito algumas diligências junto da República para saber quando estará a funcionar a esquadra da PSP do Corvo.
A resposta foi lacónica: “o Governo Regional dos Açores desconhece qualquer aquisição de imóvel destinado a Posto PSP na Ilha do Corvo, pelo que ficam assim prejudicadas as demais questões” e deixou sem resposta mais de dez perguntas colocadas pelos deputados do CHEGA.
Para o líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, esta resposta do Governo Regional tem duas interpretações – ambas muito graves. “Ou o Governo Regional genuinamente não sabe o que se passa com a segurança da ilha do Corvo, o que seria uma falha grave e inadmissível, ou sabe e prefere não dizer, o que é ainda mais grave. Em qualquer dos casos, a população do Corvo merece muito mais do que isto”, afirma o parlamentar.
José Pacheco insiste que “este Governo foi apanhado sem resposta. E quando um governo não tem resposta sobre a segurança dos seus cidadãos, o problema não é a pergunta — é o governo”.
Para o CHEGA, a mais pequena ilha do arquipélago, com menos de 500 habitantes e uma dependência total da presença do Estado para garantir condições mínimas de segurança, não pode ser esquecida e “a promessa de uma esquadra da PSP funcional e moderna não pode ficar numa gaveta em Lisboa ou em Ponta Delgada enquanto os Corvinos continuam à espera”.
O CHEGA Açores vai, por isso, aprofundar esta situação e interpelar directamente o Ministério da Administração Interna – de quem depende a tutela da segurança nacional – sobre eventuais compromissos assumidos com a população do Corvo e exigir prazos concretos para a operacionalização da esquadra da PSP naquela ilha. O CHEGA vai também pedir esclarecimentos sobre a existência, ou não, de protocolos de coordenação entre Lisboa e Ponta Delgada nesta matéria.

Ponta Delgada, 13 de Maio de 2026
CHEGA I Comunicação

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