A resolução do BANIF, em Dezembro de 2015, deixou muitos Açorianos – e portugueses – sem as suas poupanças e sem conseguir ter acesso às contas do dia-a-dia, criando grandes dificuldades a quem tinha conta naquela entidade bancária. Mais de dez anos depois, não há forma dos lesados do BANIF reaverem as suas poupanças nem de se esclarecer se há ou não forma de resolver a situação que deixou muitos clientes em dificuldades.
Tendo em conta que muitos dos Açorianos lesados terão, alegadamente, subscrito produtos financeiros sem saberem o que estavam a subscrever e sem conhecimento pleno do risco associado, o CHEGA não esquece estes Açorianos.
Neste sentido, foi enviado um requerimento à Assembleia Legislativa Regional pedindo esclarecimentos sobre a actuação do Governo Regional dos Açores em todo este processo. Até porque, referem os deputados no documento, a própria Assembleia Legislativa Regional já reconheceu, no passado, a necessidade de diligências junto do Governo da República para encontrar uma solução para estes lesados, à semelhança do que foi feito noutros casos do sistema financeiro.
Os deputados querem por isso saber, quantos cidadãos residentes nos Açores é que estão identificados como lesados do BANIF e qual o montante global estimado das perdas financeiras destes lesados. Os parlamentares querem saber que diligências concretas foram realizadas pelo Governo Regional dos Açores junto do Governo da República desde 2015 relativamente a este processo e se houve reuniões, contactos institucionais ou comunicações formais, pretendendo informação detalhada sobre os mesmos.
“Que respostas foram obtidas por parte do Governo da República?”, questionam directamente os deputados do CHEGA que também pretendem saber se há algum acompanhamento activo, por parte da Região, em relação a este processo, e se o Governo Regional defende a criação de um “mecanismo de compensação”, à semelhança do que foi aplicado noutros casos do sector bancário.
Concretamente, o requerimento questiona o Governo Regional sobre se considera que existiram falhas de supervisão ou de informação aos clientes que justifiquem uma intervenção pública de compensação, que iniciativas pretende o Governo Regional desenvolver para pressionar o Governo da República nesta situação, e se o executivo Açoriano está disponível para assumir um papel activo na construção de uma solução para estes lesados.
Para evitar no futuro aconteça algo semelhante, os parlamentares querem saber que medidas foram ou podem ser adoptadas para garantir maior protecção dos investidores Açorianos no futuro.
O CHEGA Açores tem-se mantido sempre ao lado dos lesados do BANIF dos Açores e promete não esquecer esta situação dolorosa para muitos Açorianos que perderam as poupanças de uma vida e que não têm qualquer esperança de um dia recuperarem, pelo menos, parte do que perderam.
Ponta Delgada, 5 de Abril de 2026
CHEGA I Comunicação

