Já diz o Povo e diz muito bem: A água corre para a água. O mesmo princípio aplica-se à política e a muita outra coisa da vida ou da sociedade. Já José Sócrates dizia que para dançar o tango eram necessários dois, afinal temos o par “perfeito”, mesmo que não se goste da música.
Durante meses vamos assistindo a uma telenovela mexicana, da pior qualidade, entre o PSD e o PS. Eles juram não se amar, mas acabam sempre juntos no mesmo leito.
Ao longo deste tempo recente, temos visto, ouvido e lido, um chorrilho de insultos e blasfémias políticas, tanto de um lado como do outro, mas ficando a boa gente sempre com a sensação que, no final, havia de dar em casamento. Afinal tudo isto não passa de uma grande encenação para enganar os tolos e oprimir os mais atentos.
Não se compreende, e se calhar não é para compreender, como pode uma coligação governativa, de suposta direita, seduzir e aliar-se a uma esquerda que deixou o país de rastos em várias frentes, perpetuando dramas que se arrastam há dezenas de anos. Se calhar são todos socialistas, mas desta já tinha poucas dúvidas.
Continuamos a viver de ilusões, de um Portugal no “bom caminho”, mas a saúde está como está, os incêndios acontecem, ano após ano, a habitação é apenas uma miragem para a classe média, enquanto para os tais muito pobres ou muito ricos é de fácil acesso.
A segurança é cada vez menor e as forças policiais cada vez mais enfraquecidas, enquanto os bandidos vão tomando conta da rua.
Continuamos a viver num país que opta pela subsidio-dependência, atirando dinheiro para cima dos problemas, em vez de os resolver numa perspetiva de futuro.
Esta é a terra em que se expulsam os jovens para outras paragens, enquanto se abrem as fronteiras a qualquer um, quer seja de bem ou um simples bandido que se aproveita deste Estado fraco e inseguro para perpetuar a sua vida de criminoso.
Este é o nosso Portugal, pelo menos desta gentalha de políticos, que opta por premiar quem nada faz e, ao mesmo tempo, retira direitos e poder de compra a quem trabalha todos os dias. Esta é uma terra pobre e, pelos vistos, há-de continuar a ser para que os “barões” instalados possam continuar a reinar.
Este nosso “jardim” à beira-mar plantado, serve apenas como quintal da UE que nos usa e abusa em tudo o que não deseja ter dentro de casa ou, simplesmente, não dá jeito ter como concorrente.
Entretanto, as Autonomias ficam-se pelo papel e pelas ordens severas e das muitas promessas ilusórias vindas do Terreiro do Paço.
Esta encenação é muito maior do que um simples Orçamento, do que um medo de eleições antecipadas. Esta é uma verdadeira “tragédia grega”, especialmente para quem trabalha e paga elevados impostos.
Estes figurantes não estão preocupados com o Povo, mas sim com a sua perpetuação no poder, alternado entre PSD e PS, assim como agradar à “voz do dono”, seja ele quem for, mas que todos sabemos serem “os donos disto tudo”.
Eleições, mesmo que não desejáveis, são um instrumento da democracia, uma forma do Povo manifestar o seu descontentamento ou apoio à governação vigente. Quem tem medo da democracia e das suas ferramentas?
Finalmente, congratulações ao encenador, leia-se Presidente da República, que faz com que o guião seja meticulosamente cumprido, aquele que é escrito nas páginas da comunicação social, paga pela máquina da propaganda. A tal comunicação social que ele tão bem conhece porque foi a mesma que o colocou onde está neste momento.
Da minha parte já CHEGA e da Vossa???
José Pacheco
Presidente e Deputado do CHEGA Açores
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