O debate promovido pelo CDS sobre a contaminação dos solos e aquíferos da Ilha Terceira revelou aquilo que muitos já suspeitavam: não foi convocado para resolver problemas, mas para ajustar contas com o passado e para emprestar visibilidade a teses académicas com paternidades conhecidas.
Não trouxe uma única ideia construtiva. Não anunciou uma medida estruturante. Não apresentou soluções. Fez apenas uma coisa: causar um dano reputacional sério à Ilha Terceira — um dano que a economia local vai sentir durante anos.
E quem é o rosto científico desta narrativa? Alguém que afirmou durante anos que a Ilha Terceira foi povoada antes dos portugueses — algures pelos Fenícios ou pelos Romanos —, tese desmentida por um painel de quinze antropólogos. Alguém que andou anos à procura de radioatividade na Ilha, contaminação que as entidades oficiais nunca encontraram. E que agora, com vinte esqueletos, encontrou finalmente o caminho para as notícias nacionais.
Dois minutos de fama. Em troca da reputação de uma ilha inteira.
Os Açores não mereciam isto. Os Terceirenses muito menos.
UM PARTIDO MORIBUNDO ARRASTOU A TERCEIRA PARA O FUNDO
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