O CHEGA acompanhou uma proposta do PS, que foi aprovada, recomenda uma escala semanal do navio de abastecimento à ilha das Flores, ao contrário da escala quinzenal existente, para colmatar o crescimento na economia que se tem registado na ilha.
O deputado José Paulo Sousa explicou que os problemas de abastecimento à ilha não são recentes e agravaram-se desde o Furacão Lorenzo, transformando uma dificuldade do momento num problema estrutural.
No entanto, apesar dos problemas, a economia das Flores foi crescendo. O que não cresceu foi o sistema de abastecimento marítimo. “Continuamos dependentes de uma escala quinzenal, como se estivéssemos a responder às necessidades de há vinte ou trinta anos. E os números mostram isso de forma clara”, reforçou o parlamentar.
Na prática, quando o sistema de abastecimento marítimo deixa de responder, “quem paga são as famílias, as empresas e os trabalhadores” e já há empresários que têm de recorrer mais frequentemente ao transporte aéreo, encarecendo o produto final.
“A coesão territorial não se faz apenas com discursos bonitos quando convém. Faz-se garantindo que viver numa ilha mais distante não significa viver com menos oportunidades. Este pedido não é novo”, lembrou.
O parlamentar alertou que o Governo Regional não pode ser apenas parceiro das empresas quando é para arrecadar impostos e tem “a obrigação de ser igualmente parceiro quando essas mesmas empresas pedem condições para continuar a produzir, investir e criar emprego”.
José Paulo Sousa pediu igualdade de tratamento, para que o crescimento de cada ilha seja acompanhado por um sistema logístico compatível com esse crescimento.
Horta, 10 de Julho de 2026
CHEGA I Comunicação
TRANSPORTE MARÍTIMO PARA AS FLORES DEVE ACOMPANHAR CRESCIMENTO DA ILHA
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