Chamem-lhe exagero. Chamem-lhe provocação. Mas a verdade é simples: custa ouvir porque acerta. O socialismo nunca foi o fim. Sempre foi o caminho. Um caminho que começa com boas intenções… e acaba com o Estado a mandar em tudo.
A história já mostrou isso vezes sem conta. E não foi há mil anos — foi ontem: Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, Angola. Países ricos… transformados em miséria. Povos pobres, sem liberdade. E no topo? Sempre os mesmos — políticos ricos a mandar e a “mamar no sistema”.
E em Portugal? Portugal, de facto, não escapou ao vírus socialista. Só levou com uma versão mais “suave”, mas com o mesmo ADN.
Com Mário Soares, quando a coisa apertou, o socialismo foi para a gaveta, porque, na prática, sabia que não funcionava. Mesmo assim, trouxe-nos duas bancarrotas.
Com António Guterres, veio o discurso bonito e moderado. Resultado: “o pântano político” e um exército de malandros pendurados no RSI.
Depois apareceu José Sócrates, com espírito reformista (até foi buscar para ministro Freitas do Amaral, fundador do CDS), com planos de obras, modernidade… E o que ficou? Escândalos, corrupção e um país, mais uma vez, falido.
Depois veio António Costa, o “ilusionista” que transformou derrotas eleitorais em vitórias. Anos de poder agarrado à extrema-esquerda, a tal “geringonça”. E o resultado: trapalhadas atrás de trapalhadas, demissões em série, crescimento económico por um canudo — uma década perdida. A única coisa marcante que recordamos de Costa foi o episódio dos 75.000€ em dinheiro vivo encontrados dentro de livros, alegadamente pertencentes ao seu chefe de gabinete.
Depois tivemos um líder socialista transitório que poderia ser um perigo para Portugal: Pedro Nuno Santos, também conhecido por “Pedro Maserati”, um marxista convicto. Em boa hora, o povo abriu os olhos e deu resposta com uma derrota colossal nas urnas.
E, quando se pensava que José Luís Carneiro era um líder moderado, que iria fazer a rutura com o extremismo, eis que esta semana aparece… na Venezuela. Não foi à Suécia, não foi à Irlanda, não foi visitar nenhum dos países de leste que já nos ultrapassaram. Foi exatamente colar-se a um regime comunista, corrupto e sanguinário, que transformou um dos países mais prósperos no passado numa absoluta desgraça.
Não há como enganar: por muito que queira disfarçar, Carneiro não é um moderado, mas um socialista da ala extremista.
Francisco Lima
Deputado e Vice-Presidente do CHEGA Açores

