InícioParlamentoCHEGA QUER SABER SE OS AÇORES VÃO TER UM AVIÃO CARGUEIRO

CHEGA QUER SABER SE OS AÇORES VÃO TER UM AVIÃO CARGUEIRO

Vários sectores de actividade nos Açores apontam a falta de um avião cargueiro entre os Açores e o continente, como principal entrave à competitividade das empresas da Região. Principalmente porque são constantes os constrangimentos no transporte de carga aérea disponível que, estando dependente da capacidade dos voos comerciais, compromete a previsibilidade e regularidade deste serviço essencial para as ilhas.
Os deputados do CHEGA Açores querem, por isso, saber se o Governo Regional pretende criar uma operação regular com um avião cargueiro entre os Açores e o continente, que possa colmatar as necessidades de escoamento atempado de produtos regionais, principalmente perecíveis.
Neste sentido, foi enviado um requerimento à Assembleia Legislativa Regional, questionando se há algum calendário previsto para a entrada em vigor de uma operação de transporte aéreo regular de mercadorias e qual o modelo operacional e financeiro da operação.
Os parlamentares questionam qual o volume total de carga aérea transportada entre o Continente e os Açores nos últimos cinco anos e quantos pedidos de transporte de carga ficaram por satisfazer, por falta de capacidade disponível, nesse mesmo período.
“Está o Governo Regional dos Açores disponível para integrar obrigações específicas de transporte de carga aérea no âmbito das Obrigações de Serviço Público (OSP) nas ligações entre o Continente e os Açores?”, questiona o CHEGA que pretende também saber o custo estimado para garantir uma solução estrutural e estável de transporte aéreo de mercadorias para a Região.
Além dos constrangimentos estruturais causados pela falta de capacidade no transporte de carga aérea, há ainda outros constrangimentos pontuais que agravam a situação, como a falta de equipamento de raio-x em determinados aeroportos da Região para escoamento de pescado fresco.
Os parlamentares referem que estas falhas têm provocado prejuízos directos para produtores, exportadores e operadores económicos, afectando a economia local e agravando os custos para consumidores. E questionam o impacto da ausência dos equipamentos de controlo de segurança adequados no transporte de carga perecível, e se foram adoptadas medidas para mitigar os prejuízos causados aos produtores, exportadores e empresas afectadas por estas restrições, questionando também se há datas para a implementação dos equipamentos de raio-x nas ilhas onde deixou de funcionar.
Para o líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, o transporte aéreo de mercadorias “é essencial para a economia regional. Da maneira que está, não pode continuar. Os empresários queixam-se, a economia ressente-se, e é urgente encontrar uma solução que poderia ser um avião cargueiro”.

Ponta Delgada, 8 de Maio de 2026
CHEGA I Comunicação

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