Durante décadas, os Açores viveram sob um modelo político que prometia proteção através de mais Estado. PS e PSD alternaram no poder, mas nunca romperam com a mesma lógica estrutural: dependência de fundos públicos, excesso de burocracia e redistribuição antes da criação de riqueza.
O resultado está à vista. Crescimento económico frágil, jovens qualificados a emigrar e uma economia demasiado dependente da decisão política.
Durante anos, a Região destacou-se pelo elevado número de beneficiários de RSI. A recente redução demonstra que o problema não era inevitável. Quando há exigência e fiscalização, os números mudam. O apoio social deve ser ponte, não destino.
Empresários continuam sufocados por processos administrativos lentos. Agricultores e pescadores enfrentam margens reduzidas e decisões distantes da realidade. Jovens partem porque não encontram oportunidades competitivas.
O erro não é ajudar. O erro é substituir crescimento por subsidiação.
Sem criação consistente de riqueza, não há Estado Social sustentável. Saúde, educação e investimento público dependem de uma economia produtiva forte.
Os Açores não precisam de mais dependência política. Precisam de liberdade económica, simplificação administrativa e valorização do mérito.
Alternar governos mantendo o modelo é perpetuar estagnação.
Primeiro cria-se riqueza. Depois distribui-se com responsabilidade.
Os Açores merecem mais do que gestão do mesmo sistema. Merecem transformação.
José Pacheco
Presidente e Deputado do CHEGA Açores




