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AGRICULTURA DOS AÇORES DEIXOU DE SER PRIORIDADE PARA ESTE GOVERNO

O deputado Francisco Lima traçou um cenário bastante pessimista no sector da agricultura na Região, onde basicamente há “um Governo que promete muito, anuncia muito, propagandeia muito, mas concretiza pouco em matéria de agricultura”.
No âmbito do debate do Plano e Orçamento para 2026, Francisco Lima lembrou que o problema da agricultura não se resume à redução de mais de 10% nas verbas – comparativamente com o Orçamento de 2025 – que é, por si só, uma prova da “clara falta de compromisso com o sector”.
O parlamentar referiu por isso, que o Governo Regional dos Açores nada fez para reduzir a “subsidiodependência crónica de cooperativas e associações agrícolas, muitas delas verdadeiros sorvedouros de apoios públicos, gerando uma despesa global que já ultrapassa os 5 milhões de euros”.
Também nada foi feito para viabilizar o sector leiteiro do Pico e do Faial, que continua na iminência de colapsar, ou mesmo para garantir que o transporte de gado vivo nos Açores seja realizado a tempo e horas. Também o programa VITIS, encerrado há dois anos, não voltou a abrir candidaturas; as pragas agrícolas continuam sem solução pondo em causa as culturas e rendimentos dos agricultores; a Marca Açores continua sem ser modernizada ou reformulada; e também nada foi feito para simplificar a burocracia, “tão absurda que dificulta até o abate de uma árvore de espécie invasora”.
Há ainda o Fundo de Garantia para o Preço do Leite que apesar de anunciado, ainda não foi apresentado; ou o Observatório Agro-alimentar dos Açores que vai pelo mesmo caminho sem se saber se vai ver a luz do dia.
“Quanto aos atrasos nos pagamentos do Governo Regional aos agricultores, estes não são excepção — são a regra”, afiançou Francisco Lima que acrescentou que os apoios COVID continuam, na maioria, por pagar, e o mesmo sucede com os pagamentos do SAFIAGRI.
“Mas o caso mais grave e gritante é o PEPAC. Quase três anos depois de ter aberto no continente, continua sem abertura de candidaturas nos Açores. Ninguém explica, ninguém percebe, ninguém diz a verdade”, afirmou Francisco Lima.
Aparentemente, “a única medida estruturante tomada na agricultura por este Governo foi acabar com os rateios — omitindo que se trata de dinheiro exclusivamente regional e de uma despesa que cresce ano após ano de forma descontrolada, apesar das promessas não cumpridas de que passariam a ser suportados por verbas nacionais”, disse.
Na prática, explicou Francisco Lima, os agricultores dos Açores só pedem “que o Governo trabalhe, pague o que deve a tempo e horas e pare de fazer propaganda política com a agricultura”.
Horta, 25 de Novembro de 2025
CHEGA I Comunicação
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