Enquanto o país se entretém com polémicas, há açorianos a fazer contas para saber se conseguem chegar ao fim do mês.
O Jorge escreveu-me e contou-me a sua realidade. Mas o Jorge não está sozinho. Há milhares de famílias a viver o mesmo sufoco.
Trabalham. Pagam impostos. Pagam renda ou prestação da casa. Pagam alimentação. Pagam as despesas dos filhos. Precisam do carro para trabalhar e tratar da vida.
E agora levam com mais aumentos nos combustíveis!
Depois perguntam porque é que as pessoas estão revoltadas. Porque o salário entra e desaparece!
O carro, nos Açores, não é um luxo. Para milhares de pessoas é uma necessidade. E cada aumento na bomba é mais uma machadada no orçamento familiar.
E não fica por aí: sobe o combustível, aumenta o custo dos transportes e essa pressão acaba por chegar ao preço de muitos bens e serviços.
Até quando vamos aceitar que quem trabalha tenha de contar os tostões para sobreviver?
Não podemos continuar a tratar como normal uma realidade em que trabalhar já não garante tranquilidade financeira.
É preciso baixar a pressão sobre as famílias. É preciso discutir impostos, salários e custo de vida. É preciso agir.
Porque enquanto se fazem discursos e promessas, o Jorge chega ao fim do mês e olha para a carteira vazia.
E como ele, muitos açorianos.
CHEGA de sobreviver. Os açorianos têm direito a viver!

