Todos os anos assistimos ao mesmo problema: chegam as chuvas e voltamos a falar de valetas entupidas, ribeiras por limpar, bermas tomadas pela vegetação e sarjetas sem capacidade para escoar a água.
Agora é a própria Associação para a Promoção e Proteção Ambiental dos Açores que lança o alerta: é urgente limpar bermas, valetas, sarjetas e linhas de água para reduzir os riscos de inundações, enxurradas, erosão e deslizamentos de terras.
E a pergunta impõe-se: se temos tanto trabalho que precisa de ser feito, porque não mobilizamos também quem está apto para trabalhar e atualmente não trabalha?
O CHEGA Açores tem defendido que os beneficiários do RSI que estejam em condições de trabalhar devem poder prestar trabalho socialmente útil à comunidade. Não estamos a falar de idosos, doentes, pessoas incapacitadas ou de quem efetivamente não consegue trabalhar. Estamos a falar de quem pode contribuir.
Limpeza de caminhos, bermas e outros espaços públicos são exemplos de atividades que podem ser enquadradas em programas de trabalho comunitário devidamente organizados e supervisionados.
E defendemos igualmente que os reclusos que reúnam as condições legais para trabalhar devem ter essa possibilidade. O cumprimento de uma pena não tem de significar anos de inatividade. O trabalho pode representar disciplina, aprendizagem, responsabilidade e preparação para a reinserção.
Há ribeiras para limpar. Há valetas para desobstruir. Há bermas e caminhos que precisam de manutenção.
Então ponham os meios no terreno e mobilizem quem pode trabalhar!

