Motivado por um “profundo sentido de responsabilidade” para com os faialenses, defende uma Assembleia mais próxima, transparente e aberta à participação de todos. Medidas como a criação de redes sociais próprias, a disponibilização online de documentos e a continuidade das sessões descentralizadas são algumas das ideias.
Entrevista a Gerson Silva, candidato do CHEGA à Assembleia Municipal da Horta
Fonte: Tribuna das Ilhas
Tribuna das Ilhas (TI) – O que a motivou a candidatar-se à presidência da Assembleia Municipal da Horta?
Gerson Silva (GS) – A minha candidatura nasce de um profundo sentido de responsabilidade para com a nossa terra e para com os faialenses. Tenho 30 anos e, ao longo do meu percurso na juventude política, como vice-presidente da JSD Faial, aprendi a importância da participação cívica e da proximidade com as pessoas.
Acredito que a Assembleia Municipal precisa de ser mais próxima e interventiva, porque a política não pode ser uma bolha fechada — tem de ser um espaço onde todos se revejam e sintam que as suas preocupações contam.
Quero colocar a Assembleia ao serviço de todos, com transparência, rigor e abertura. É isso que me move: devolver às pessoas a confiança de que a política pode ser feita de forma séria, jovem e renovada.
TI – Que iniciativas pretende implementar para aproximar os cidadãos do trabalho da Assembleia?
GS – Um dos meus principais objetivos é tornar a Assembleia Municipal mais próxima e acessível, sobretudo às novas gerações que muitas vezes se sentem afastadas da política.
Hoje já existe a transmissão na rádio Antena 9, que é uma ótima ferramenta de divulgação das sessões, mas quero ir mais longe: pretendo que as sessões passem também a ser gravadas e disponibilizadas ao público. Para isso, será fundamental criar redes sociais próprias da Assembleia Municipal da Horta e atualizar de forma regular o site já existente.
Além disso, defendo a continuidade das sessões descentralizadas pelas freguesias, a criação de fóruns temáticos sobre os assuntos que mais marcam o dia a dia das pessoas e a disponibilização online de documentos e deliberações. Só assim podemos combater a ideia de que a política é distante. É preciso abrir as portas e mostrar que todos têm voz e espaço para participar.
TI – Qual deve ser, na sua opinião, o papel da presidente da AMH no equilíbrio entre diferentes forças políticas?
GS– O presidente da Assembleia Municipal tem de ser, acima de tudo, um defensor da democracia. Isso significa tratar todos por igual, independentemente da sua cor política, assegurando que cada eleito tem espaço para dar o seu contributo em benefício do concelho.
Pessoalmente, não escondo que existe muito preconceito em relação ao CHEGA, mas quero deixar claro: nem todos os membros e apoiantes do partido se regem por ideias extremistas. Eu próprio sou prova disso. Acredito no diálogo, no respeito e na construção de consensos.
O presidente da Assembleia tem de estar acima das rivalidades partidárias e trabalhar para que a diversidade de opiniões seja um fator de enriquecimento, e não de divisão. Esse é o compromisso que assumo com a Horta e com os faialenses.

