JOVENS TÊM DE ESTAR NO TERRENO PARA AJUDAR NA PREVENÇÃO DAS DEPENDÊNCIAS
O CHEGA entende que os jovens devem ser os primeiros a ter um papel fundamental em termos de prevenção, numa batalha que está a arrasar “famílias e comunidades inteiras” na Região, e deviam também estar no terreno junto dos seus pares, nesse papel preventivo.
A propósito do debate de urgência sobre o “combate às dependências químicas e tecnológicas: o que temos feito ou podemos fazer?”, o líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, questionou o Governo Regional sobre o papel dos jovens na prevenção junto dos seus pares. “Acho que temos um problema juvenil e familiar e devíamos dar o primeiro passo junto dos jovens. Os jovens deviam ser os primeiros, nas escolas, nas associações culturais”, argumentou José Pacheco.
Perante a resposta do Governo Regional, “que durante 20 minutos fez apenas um auto-elogio”, apenas foi dita “a conversa que os Açorianos estão fartos. Falou da task force, do projecto, de psicólogos. Tudo gente muito bem informada e documentada para resolver o problema, mas nunca resolveram o problema. Mas, e os jovens? A Senhora Secretária Regional da Saúde não ouviu nada do que eu disse. Resumiu-se o seu discurso ao auto-elogio que tem feito numa área, quando as dependências têm de envolver outras Secretarias, a da educação, a do desporto, a da juventude”.
Além disso, argumentou José Pacheco, “quanto custa aos contribuintes a directora da ARRISCA? Disse que há 15 dias pediu o relatório da metadona. Há quantos anos andamos a dar metadona, que é algo que muitos países já abandonaram? Falou em salas de chuto, mas no meu entender, são para quem não quer fazer nada e se acomoda”.
A prevenção é efectivamente a melhor forma de lidar com as dependências, mas “a melhor prevenção que se faz à droga é não falar de droga e estamos a falar de droga há demasiado tempo, com demasiadas conversas e com demasiadas mentiras. Andamos a mentir e a fingir às famílias”, declarou José Pacheco.
No debate, o parlamentar reforçou o que foi dito por um deputado do PSD, “que as leis são cada vez piores para os polícias. As leis pioram para os polícias. Queremos combater o tráfico, a droga? Não. Mas punem os polícias”. E reforçou que “se não houver clientes, não há comerciantes. Se apostarmos mais na prevenção, os traficantes não vão ter a quem vender”.
Em jeito de conclusão, José Pacheco reforçou que “os políticos deviam estar a incentivar mais escolinhas de desporto, mas não incentivar os clubes na primeira divisão. Temos de fazer essa aposta, no desporto, na cultura”, convidando os partidos da oposição a unirem-se para acabar com o flagelo que tem tomado conta de muitas famílias na Região.

