O Grupo Parlamentar do CHEGA promoveu hoje um debate de urgência sobre o “combate às dependências químicas e tecnológicas: o que temos feito ou podemos fazer?”, onde fez um diagnóstico devastador para as famílias e sociedade Açoriana, devido às dependências químicas e tecnológicas.
O líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, explicou que é preciso “perceber as consequências, debater soluções e, acima de tudo, agir”, já que o que tem sido feito actualmente são “fóruns, colóquios, relatórios. Mas sejamos honestos: muitas vezes estamos apenas a fingir que fazemos alguma coisa. E isso é mentir às pessoas” e, entretanto, “o problema cresce, agudiza-se e nós continuamos à espera”.
Com o diagnóstico feito, politicamente, deve-se fazer “aquilo que o CHEGA tem dito, repetido e gritado nesta Assembleia: prevenção, prevenção e mais prevenção”, algo que “não se faz com uma caneta numa Secretaria”.
É preciso ferramentas para actuar na saúde, na educação, na área social, na juventude, na cultura e no desporto, pois, como afirmou José Pacheco: “mente desocupada é oficina do diabo”, recomendando “perseguir sem hesitações os traficantes, os verdadeiros culpados da miséria em que muitos vivem”.
E porque os tempos mudaram e as dependências não são apenas químicas, é preciso também uma abordagem para as dependências tecnológicas, pois “a verdade é que a tecnologia, quando mal gerida, isola. E esse isolamento é terreno fértil para novas formas de dependência, ainda mais profundas e difíceis de reverter”.
No entanto, a Região tem “distribuído mais tecnologia nas escolas, como se fosse a solução para tudo, quando devíamos, antes de tudo, cultivar o essencial: bons hábitos, como o gosto pela leitura, pela reflexão, pelo pensamento crítico”.
José Pacheco questionou, por isso, o Governo Regional sobre o Plano de Prevenção das Dependências, pois “não podemos continuar a viver de intenções. Queremos um plano que se veja, que se sinta, que funcione nas escolas, nas ruas, nos centros de saúde, nas famílias”.
“Que medidas concretas estão a ser tomadas para combater as dependências químicas e tecnológicas?”, quis saber o líder parlamentar do CHEGA que questionou também resultados.
“O que temos feito para envolver as famílias e as comunidades neste combate?” e “qual o grau real de envolvimento dos agentes desportivos e culturais?”, que são, no entender do CHEGA, essenciais para uma intervenção abrangente.
Por fim, José Pacheco, questionou o Governo Regional sobre a avaliação que tem sido feito sobre o uso de metadona nos Açores, nomeadamente, quais os resultados, que percentagem de reabilitação e que impactos sociais.
“Não podemos continuar a fingir que não vemos. É tempo de agir. Com verdade. Com coragem. Com responsabilidade”, concluiu José Pacheco.
Horta, 4 de Junho de 2025
CHEGA I Comunicação

