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SÃO JORGE: TANTOS PROBLEMAS POR RESOLVER E AINDA NOS DIZEM QUE ESTAMOS NO EXPOENTE MÁXIMO!

Afinal, o Conselho de Ilha de São Jorge ainda existe! Reapareceu nas jornadas parlamentares do PSD/Açores, mas fica a pergunta: onde tem estado e que resultados concretos tem conseguido na defesa dos interesses da ilha?

Se um Conselho de Ilha não se faz ouvir, não exige respostas e não pressiona quem decide, então para que serve? São Jorge precisa de uma voz reivindicativa, não de instituições que existem formalmente, mas cuja intervenção pouco se faz sentir. Se não cumpre essa missão, a sua utilidade e continuidade devem ser questionadas.

Mas os problemas de São Jorge vão muito além das instituições.

A água, uma das maiores riquezas da ilha, continua a exigir soluções definitivas. É necessário investir nas infraestruturas de captação, armazenamento e distribuição, garantindo o abastecimento às populações e às atividades económicas.

Na saúde, falta uma estratégia à escala da ilha que reforce a resposta às urgências, assegure uma articulação eficaz com a medicina interna e contemple o investimento numa viatura SIV — Suporte Imediato de Vida. A insularidade exige respostas adequadas, não pode servir de justificação para limitações permanentes.

Na habitação, é urgente disponibilizar lotes, desbloquear terrenos e facilitar a autoconstrução. Não podemos pedir aos jovens que fiquem em São Jorge sem lhes dar condições para construir casa, constituir família e aqui projetar o seu futuro.

A estes problemas juntam-se as dificuldades em fixar população, criar emprego, atrair investimento e aproveitar o potencial da agricultura, da pecuária, da produção de queijo e do turismo. E como justificar que obras importantes continuem por concluir ao fim de tantos anos?

Perante esta realidade, afirmar que São Jorge está no expoente máximo do desenvolvimento exige provas. Os indicadores oficiais, incluindo os dados do Pordata, devem permitir avaliar a evolução demográfica, económica e social da ilha, identificar fragilidades e medir os resultados das políticas públicas.

As jornadas parlamentares do PSD/Açores permitiram reunir com diferentes entidades. Mas qual é a estratégia concreta para São Jorge? Que compromissos foram assumidos, que investimentos serão realizados e quais são os prazos para resolver os problemas identificados?

São Jorge não precisa de mais discursos otimistas. Precisa de água, melhores respostas de saúde, habitação acessível, obras concluídas e oportunidades para quem quer viver e trabalhar na ilha.

Menos propaganda, mais resultados. Porque o desenvolvimento não se mede pelas visitas políticas nem pelos elogios: mede-se pela qualidade de vida das pessoas e pelas soluções concretizadas.

São Jorge não precisa que lhe digam que está no expoente máximo. Precisa que lhe provem, com factos, que não está a ficar para trás no desenvolvimento regional.

José Brasil
Dirigente Regional do CHEGA Açores em São Jorge

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