Nenhuma criança deveria enfrentar o medo, a humilhação, a violência ou o sofrimento no lugar onde deveria sentir-se segura.
Faço um apelo aos pais, às escolas e a toda a comunidade: estejamos atentos aos sinais, escutemos as nossas crianças e não desvalorizemos aquilo que, por vezes, começa com uma aparente brincadeira, mas pode deixar marcas profundas.
Enquanto mãe, pergunto: e se fosse um filho nosso? Não podemos esperar que uma tragédia aconteça para agir. Precisamos de prevenção, acompanhamento, responsabilidade e respostas concretas.
Enquanto eleita, considero que temos o dever de dar voz a estas preocupações, exigir que as entidades competentes atuem e defender medidas que promovam ambientes escolares seguros, onde o respeito e a dignidade de cada criança sejam inegociáveis.
Não se trata de partidos políticos. Trata-se de pessoas, de crianças e de famílias. Trata-se de humanidade.
As nossas crianças não precisam de aprender a viver com medo. Precisam de adultos que saibam protegê-las.
Por elas, pelos nossos filhos e pelo futuro da nossa sociedade, não podemos normalizar o bullying, nem permitir que o sofrimento infantil passe despercebido.
Uma sociedade que protege as suas crianças é uma sociedade que ainda acredita no seu futuro.
Bruna Tavares
Autarca do CHEGA na Freguesia de São Roque

