Apesar da inclusão que tanto se apregoa nas escolas, as crianças com necessidades educativas especiais acabam por não ter o apoio que tanto precisam, seja ao nível de coadjuvantes de apoio extraordinário, de terapias ou mesmo de assistentes operacionais nas escolas.
Preocupações que um grupo de mães de crianças com necessidades educativas especiais inseridas no ensino regular, transmitiu aos deputados José Pacheco e Olivéria Santos, tendo denunciado também dificuldades em conseguir terapias fora da escola.
As mães que reuniram com o CHEGA denunciaram a falta de coadjuvantes [as chamadas bolseiras] nas escolas, já que algumas turmas onde se inserem alunos com necessidades especiais não têm tido acompanhamento destas profissionais. Uma situação que obriga muitas mães a deixarem de trabalhar para serem cuidadoras a tempo inteiro, porque a escola não lhes garante o apoio que os seus filhos necessitam e que está legislado nos Açores.
Além disso, foi denunciada a falta de capacidade dos Centros de Ocupação de Tempos Livres (CATL) com disponibilidade para receber estas crianças – por não terem profissionais com formação adequada ou não terem espaço suficiente.
Situações que os deputados do CHEGA dizem tratar-se “não de inclusão, mas de exclusão. Até que ponto a inclusão destas crianças é efectiva? As crianças além de precisarem de apoio nas escolas, também precisam de CATL para depois da escola, para que as mães possam trabalhar. É uma vergonha que famílias que trabalham, pagam impostos e cumprem as suas obrigações tenham de lutar constantemente por aquilo que deveria ser um direito dos seus filhos”, referiu o líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco.
Para o parlamentar “as mães não estão a pedir privilégios, nem favores. A inclusão não se faz com bandeiras, discursos bonitos ou campanhas de propaganda. Faz-se com terapeutas, profissionais de apoio, respostas concretas e respeito pela dignidade destas crianças”, reforçou.
Ponta Delgada, 10 de Outubro de 2026
CHEGA I Comunicação

