O Grupo Municipal do CHEGA votou contra o aumento do preço da água apresentado na última Assembleia Municipal de Vila Franca do Campo e alertou para as consequências das alterações introduzidas nos escalões do tarifário.
De acordo com os deputados municipais do CHEGA, Nuno Paiva e Juvenálio Ponte, a redução do número de escalões do tarifário está a produzir um efeito contrário. Ou seja, quem consome menos água acaba por ser mais penalizado, enquanto quem apresenta consumos mais elevados acaba por sair mais beneficiado com o novo tarifário. Para os deputados municipais, deverá ser incentivada a poupança e o consumo responsável de água, e não penalizar precisamente aqueles que menos consomem.
Mas o preço da água não foi a única matéria a suscitar dúvidas.
Na reunião, os deputados municipais Nuno Paiva e Juvenálio Ponte voltaram a pedir esclarecimentos relativamente a uma divergência de cerca de 140 mil euros existe entre a informação financeira apresentada pelo Município e o relatório financeiro de 29 de Maio de 2026. Matéria sobre a qual não foi dado qualquer esclarecimento por parte da autarquia.
Também dois pontos relacionados com obras no edifício da Câmara Municipal suscitaram dúvidas. Na documentação analisada constava uma verba de cerca de 162 mil euros para intervenções na cobertura, enquanto relativamente a outra intervenção não estaria suficientemente esclarecido quais as obras previstas.
Perante as incongruências detectadas e as dúvidas colocadas durante a Assembleia Municipal, foi sugerida a retirada dos dois pontos para que sejam esclarecidos, corrigidos e novamente apresentados numa próxima sessão.
O deputado municipal Nuno Paiva questionou o executivo relativamente à intenção de aquisição de um terreno por mais de um milhão de euros para permitir a ampliação do cemitério, perante a indicação de que se trataria de um terreno rústico.
Durante a discussão foi referido que, de acordo com o PDM, o terreno poderá estar classificado como solo urbano, e não rústico, situação que altera substancialmente a análise do valor e das possíveis utilizações daquela propriedade.
Perante as dúvidas existentes, foi defendido que o assunto deveria ser retirado para melhor esclarecimento, e apresentado posteriormente.
No entanto, os deputados municipais do CHEGA em Vila Franca do Campo alertaram que, caso de confirme a classificação urbana do terreno, a área que não seja necessária para a ampliação do cemitério pode ser analisada para eventual utilização habitacional, tendo em conta as necessidades de habitação existentes no concelho.
Vila Franca do Campo, 28 de Setembro de 2026
CHEGA I Comunicação

