O desporto é uma ferramenta fundamental para a ocupação de crianças e jovens, prevenindo-se a escolha de caminhos menos saudáveis, não só ao nível das dependências químicas, mas também das dependências tecnológicas. No entanto, esses jovens também têm de ter as condições adequadas para a prática desportiva, para que possam alcançar o sucesso.
Essa foi a principal premissa assumida durante uma reunião entre os deputados do CHEGA Açores, José Pacheco e Olivéria Santos, com a Direcção e Treinador do Clube de Patinagem de Santa Cruz, na Lagoa, que transmitiram aos parlamentares as preocupações face à intenção do Governo Regional de demolir o actual pavilhão da Escola 2,3 Padre João José do Amaral, mais conhecida como Escola do Fisher, para ali se construir uma nova escola e um novo pavilhão.
O Clube de Patinagem de Santa Cruz garante que o piso do actual pavilhão é um dos melhores para a prática da modalidade, além disso, o pavilhão sofreu obras em 2020, nomeadamente a substituição da cobertura e um novo piso, servindo para a prática da patinagem em segurança – algo que muitos outros pavilhões da Região, devido à elevada humidade dos Açores, não oferecem.
Perante as preocupações manifestadas, os deputados do CHEGA reforçaram que a prática de desporto é essencial para crianças e jovens, no entanto, há que dar respostas adequadas que evitem, por exemplo as lesões graves durante os treinos devido ao piso inadequado.
Para o líder parlamentar José Pacheco, “o CHEGA já incitou o Governo Regional a definir uma verdadeira Política Desportiva para a Região, porque não podemos ter um clube com um palmarés como o Clube de Patinagem de Santa Cruz, com os 54 atletas federados e 14 nas escolinhas do desporto, que lhes querem “remodelar a casa”, mas não os ouvem para saber o que é ideal para os seus treinos e competições e para os seus atletas”.
O parlamentar acrescenta que “é essencial ouvir as pessoas. Os governantes não podem tomar decisões, sem ouvir quem realmente percebe dos assuntos, quem realmente trabalha todos os dias com as matérias, quem já viu atletas lesionados com gravidade e perderem competições nacionais e internacionais, porque o piso é demasiado escorregadio porque não se teve em atenção as necessidades para a patinagem”.

