Açores e Madeira têm muito mais em comum do que a distância que os separa. Duas Regiões Autónomas, dois arquipélagos que celebram 50 anos de Autonomia e que continuam a enfrentar problemas semelhantes, sobretudo quando está em causa o cumprimento das responsabilidades da República.
No Caniçal, na Madeira, José Pacheco esteve com o Presidente do CHEGA Madeira, Hugo Nunes, para falar de alguns dos problemas que afetam diretamente açorianos e madeirenses.
Um dos exemplos é o Subsídio Social de Mobilidade ou mecanismo de continuidade territorial, como agora se chama. Açorianos e madeirenses continuam obrigados a adiantar dinheiro pelas suas viagens e a enfrentar dificuldades para obter o respetivo reembolso. Uma situação que, segundo os dirigentes do CHEGA, penaliza quem vive nas ilhas e transforma um direito de mobilidade num processo burocrático e complicado.
Mas os problemas comuns não ficam por aqui. A Lei de Finanças das Regiões Autónomas continua sem a revisão há muito reclamada, enquanto se sucedem adiamentos e grupos de trabalho. Para José Pacheco e Hugo Nunes, Açores e Madeira não podem continuar a ser tratados como territórios de segunda ou terceira categoria.
A mensagem deixada na Madeira foi clara: Açores e Madeira não andam de mão estendida. São parcelas do território nacional marcadas pela insularidade e pela descontinuidade territorial, circunstâncias que acarretam custos e dificuldades próprias e perante as quais a República tem responsabilidades.
A defesa da Autonomia não deve separar os dois arquipélagos. Pelo contrário, perante problemas comuns, Açores e Madeira têm razões para fazer ouvir conjuntamente a sua voz.
Somos ilhas. Somos regiões autónomas. Mas, acima de tudo, somos Portugal.
AÇORES E MADEIRA, SEMPRE UNIDOS!

