Ao contrário do que já existe no continente, com o Portal da Transparência do Serviço Nacional de Saúde, nos Açores a informação ainda é escassa e sem os parâmetros que permitam a qualquer Açoriano, por exemplo, saber quais os hospitais ou centros de saúde que estão a pagar primeiro a fornecedores ou o tempo médio de pagamento, quais as dívidas vencidas ou mesmo quais os fornecedores que estão em dívida.
“Os empresários que fornecem os serviços, e os Açorianos, têm todo o direito de perceber porque uns recebem antes e outros depois. Porque é que os prazos são tão dilatados”, referiu o líder parlamentar do CHEGA Açores, José Pacheco, no final de uma reunião com a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada que serviu para apresentar a proposta do Portal da Transparência do Serviço Regional de Saúde.
O CHEGA vai analisar a proposta, no entanto, José Pacheco defende que “o Governo Regional já devia ter feito alguma coisa, como decalcar o portal nacional, que é muito mais completo, e, possivelmente, permitirá ter maior transparência”. Na prática, “tem de ser tudo muito transparente porque custa muito, a todos os Açorianos, pagar impostos e não perceber para onde o dinheiro vai”.
Os deputados José Pacheco e Olivéria Santos, reuniram com a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada com quem também debateram a questão das baixas fraudulentas e as dificuldades que causam para a economia regional. “Temos um esquema criminoso, de corrupção, de fraude, que é o novo RSI, em que as pessoas vão trabalhar uns meses e ficam em casa a cuidar da vida. Não é para isso que pagamos impostos e temos de combater isto ferozmente”, referiu José Pacheco.
Na reunião falou-se também de turismo, e da importância de haver promoção do destino Açores, mas sem esquecer a necessidade de maior mobilidade – que só se consegue com mais aviões – desejando-se eventos que consigam captar mais turismo. Por exemplo, a PDL26 – Capital Portuguesa da Cultura que poderia ser um evento atractivo, como tem acontecido noutros pontos do país, mas não existe qualquer promoção atempada dos eventos e “os empresários locais não vão receber retorno nenhum dos seis milhões de euros que os contribuintes estão a pagar da PDL26”, afirmou José Pacheco.
Uma estratégia concertada e liderada pelos empresários ao nível do turismo, a liberalização total do espaço aéreo regional, ou mesmo o transporte marítimo de mercadoria e de passageiros, foram também alguns dos assuntos abordados na reunião dos deputados do CHEGA com a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada.
Ponta Delgada, 1 de Julho de 2026
CHEGA I Comunicação
CHEGA EXIGE MAIS TRANSPARÊNCIA NAS CONTAS PÚBLICAS DA SAÚDE
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