O CHEGA voltou a afirmar que os Açorianos não têm de depender mais de plataformas nem de burocracias para serem reembolsados no âmbito do Subsídio Social de Mobilidade (SSM) e devem apenas pagar os 119 euros por cada viagem ao continente.
O líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, falava novamente na discussão do Subsídio Social de Mobilidade, desta vez com uma proposta para suspender a plataforma criada para os reembolsos e para que tudo voltasse ao método inicial de pagamento através dos CTT.
José Pacheco referiu que a proposta é extemporânea, tal como já tinha dito anteriormente, reforçando que já existem na Assembleia da República quatro propostas que irão ser apreciadas – uma proposta do CHEGA, uma proposta do PS, uma proposta da Assembleia Legislativa dos Açores e outra da Assembleia Legislativa da Madeira. Ora, sendo a segunda proposta de alteração ao diploma que já está na Assembleia da República “vai-nos envergonhar andarmos pouco a pouco a enviar correcções. E pode até causar algum atraso e embaraço”, especulando que a Assembleia da República “pode parar todo o processo para analisar estas novas alterações dos Açores”, o que iria atrasar ainda mais o fim dos imbróglios do SSM.
O parlamentar voltou a reforçar que “o CHEGA não quer plataformas, nem quer reembolsos nos CTT. Quer pagar o bilhete e mais nada. E é isso que está na República a ser discutido e tratado. Não queremos mais nada”.
José Pacheco considerou também que o facto do Governo da República ter baixado para o preço da viagem entre os Açores e o continente para 119 euros “foi um acto de traição. Foi dar um desconto na passagem para ver se continuamos calados. E os senhores do PSD ficaram todos felizes. E a seguir veio a fatura”, ressalvou.
O conselho do líder parlamentar do CHEGA foi para que se deixe terminar o processo na Assembleia da República, em vez de estar agora a apresentar novas propostas. “Se ficar resolvido parabéns a todos, mas se não ficar resolvido, cá estaremos para a luta novamente”, afirmou.
“Esperamos que corra da melhor forma e que os Açorianos apenas paguem o que devem pagar e sem mais burocracias. Porque infelizmente, vivemos num país onde os seus governantes não gostam dos Açorianos”, concluiu.
Horta, 20 de Março de 2026
CHEGA I Comunicação

