InícioParlamentoLAST CALL PARA A CORRUPÇÃO (ALEGADAMENTE)

LAST CALL PARA A CORRUPÇÃO (ALEGADAMENTE)

Toda esta novela mexicana em torno da Ryanair já cheirava mal há muito tempo.
Durante meses houve quem escrevesse, quem denunciasse e quem gritasse que havia algo profundamente errado neste processo. Mas muitos preferiram fazer de conta que não ouviam.
Agora, a realidade começa finalmente a bater à porta: há uma investigação policial em curso para apurar alegados esquemas de corrupção ligados a decisões do Governo Regional dos Açores.
E quando a polícia entra em cena, é porque as suspeitas deixaram de ser apenas conversa de café.
Durante demasiado tempo disseram-nos que eram apenas decisões estratégicas, contratos normais ou opções de política pública. Mas afinal parece que havia muito mais por detrás desta história. E aquilo que muitos suspeitavam começa agora a ganhar contornos bem mais sérios.
Mas há outra peça neste puzzle que não pode continuar a passar entre os pingos da chuva.
Falamos da VisitAzores.
Uma estrutura que, ao longo dos anos, tem sido vista por muitos como uma espécie de barriga de aluguer institucional, utilizada para movimentar milhões de euros de promoção turística, muitas vezes sem o escrutínio público que deveria existir quando se trata de dinheiro dos contribuintes.
Demasiadas decisões pouco claras.
Demasiados contratos que levantam dúvidas.
Demasiada proximidade entre poder político, entidades públicas e interesses privados.
E agora começam a surgir investigações.
Perante isto, há perguntas que os açorianos têm todo o direito de fazer:
• Quem decidiu o quê neste processo?
• Quem beneficiou realmente destas decisões?
• E quanto dinheiro público esteve envolvido?
Porque uma coisa tem de ficar clara: os Açores não podem ser governados em circuito fechado, onde os mesmos interesses andam sempre à volta do poder.
Se houve irregularidades, têm de ser investigadas até ao fim.
Se houve corrupção, tem de haver responsáveis.
Os açorianos estão fartos de novelas mal explicadas, contratos opacos e decisões tomadas longe dos olhos de quem paga a conta.
E desta vez, ao que tudo indica, o “last call” pode não ser apenas para os voos — pode ser também para quem achou que podia brincar com o dinheiro público.

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Most Popular

Recent Comments