“A VOZ DOS QUE NÃO TÊM VOZ”
No passado dia 20 de fevereiro de 2026, o Deputado Municipal do CHEGA, José Bernardo, apresentou duas recomendações na Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo com um objetivo claro: pôr a Câmara a funcionar melhor e a respeitar quem lá vai pedir esclarecimentos.
A primeira recomendação foi direta ao problema. Nenhum cidadão deve ser informado de que “o técnico não está” como desculpa para não prestar esclarecimentos. Nenhum munícipe deve ser obrigado a voltar noutro dia para obter uma simples informação que a própria Câmara tem obrigação de disponibilizar. O atendimento público não é um favor, é um dever.
Apesar de a Presidente da Câmara ter reconhecido a pertinência da proposta e afirmado que existem mecanismos alternativos, como o livro de reclamações, essa justificação foi contestada. O livro de reclamações não pode ser a resposta automática para falhas de atendimento ou para situações que exigem apenas esclarecimentos simples e imediatos. Transformar um pedido de informação numa reclamação formal é sinal de que algo está errado no funcionamento dos serviços.
A recomendação do CHEGA foi aprovada por unanimidade. Quando a proposta é sensata, focada no cidadão e na melhoria dos serviços, até quem governa é obrigado a reconhecer a evidência.
A segunda recomendação abordou uma realidade que muitos munícipes comentam, mas poucos assumem publicamente: a postura, por vezes autoritária e intimidatória, de alguns técnicos municipais no tratamento de pedidos de autorização. Uma atitude que contrasta com a proximidade e simpatia exibidas em período eleitoral.
O deputado deixou claro que não se trata de atacar funcionários, mas de exigir profissionalismo, respeito e coerência no trato com a população. A Câmara existe para servir, não para criar obstáculos.
Esta segunda recomendação foi rejeitada, com os votos contra da maioria socialista e do CDS, registando-se ainda a abstenção de um deputado do PS. Uma decisão que diz muito sobre quem quer enfrentar os problemas e quem prefere fingir que eles não existem.
O CHEGA continuará a dar voz a quem muitas vezes só murmura em surdina. Melhorar a relação entre a Câmara e os munícipes não é um detalhe administrativo, é uma questão de respeito democrático.

