O encerramento de sucessivos estabelecimentos de comércio tradicional, sobretudo no centro histórico da cidade de Ponta Delgada, preocupa os deputados municipais do CHEGA na Assembleia Municipal, que já questionaram a autarquia sobre medidas de dinamização e apoio ao comércio tradicional no concelho.
Num requerimento, os eleitos – Álvaro Madureira, Paula Martins do Vale, Luís Franco e Lorena Pereira – questionam se a Câmara Municipal dispõe de um plano estratégico específico para a revitalização do comércio tradicional, qual o seu conteúdo, calendário de execução e dotação financeira. Por considerarem que o encerramento de estabelecimentos do comércio tradicional tem provocado perda de actividade económica, destruição de postos de trabalho, descaracterização do tecido urbano e redução da atractividade do centro da cidade, os eleitos pedem ainda esclarecimentos sobre as medidas concretas adoptadas nos últimos três anos para apoiar comerciantes em dificuldades e prevenir novos encerramentos.
O CHEGA exige igualmente saber se está prevista a criação ou reforço de incentivos municipais, nomeadamente reduções ou isenções temporárias de taxas, apoios à modernização dos estabelecimentos e programas de dinamização comercial que promovam a atracção de consumidores para o centro da cidade.
Álvaro Madureira, Paula Martins do Vale, Luís Franco e Lorena Pereira questionam ainda se a Câmara Municipal de Ponta Delgada dispõe de dados ou estudos que identifiquem as principais causas do encerramento do comércio tradicional e se existe articulação com associações comerciais e comerciantes locais na definição de políticas públicas para este sector.
Por se tratar de um pilar essencial para a economia local e dinamismo do centro histórico da cidade de Ponta Delgada, a revitalização do comércio tradicional precisa de decisões políticas claras e medidas concretas que previnam mais encerramentos, defendem os eleitos do CHEGA.
Ponta Delgada, 23 de Janeiro de 2026
CHEGA I Comunicação




