Os sucessivos adiamentos da privatização da Azores Airlines já parecem uma brincadeira e, diga-se, de muito mais gosto, pois enquanto este processo não chegar ao fim, toda esta indecisão está a custar muito caro a todos os açorianos.
O CHEGA Açores sempre foi muito pragmático quanto ao futuro da Azores Airlines: ou se privatiza a empresa ou, então, caso não existam interessados na aquisição da companhia aérea, que se feche de uma vez por todas, acabando assim com o aumento escandaloso da dívida, que só tem prejudicado as famílias açorianas.
A novela em torno da privatização da Azores Airlines já se arrasta há demasiado tempo, tornando até duvidosas e pouco transparentes as razões para estes sucessivos adiamentos, que não têm trazido nada de bom. Antes pelo contrário, torna a companhia aérea cada vez mais frágil e vai retirando a confiança dos açorianos nas decisões políticas que deveriam garantir o futuro do transporte aéreo nos Açores.
Cada adiamento representa mais do que um simples atraso administrativo: é um sintoma de falta de visão estratégica e de coragem política, representando ainda mais custos para os contribuintes e mais incerteza para os trabalhadores e para os passageiros.
É compreensível que uma privatização desta natureza exija prudência. O CHEGA sempre disse que este teria de ser um processo transparente, conduzido com eficácia e sem prejuízo para os açorianos. No entanto, já estamos para lá de prudentes, e este que parece, um eterno compasso de espera, só vem demonstrar desorganização e falta de rumo político.
Para o CHEGA Açores é imperioso que este processo esteja concluído até ao final do ano, porque, se tal não acontecer, a Azores Airlines terá, mesmo, de partir para a insolvência para o bem de todos os açorianos e da economia regional.
Os Açores e os açorianos merecem mais do que promessas adiadas e, acima de tudo, merecem respeito dos seus governantes e de decisões firmes, fundamentadas e orientadas para o futuro, onde o interesse público esteja em primeiro lugar e não, como parece, em segundo plano.
Estamos a falar de uma empresa que assegura ligações vitais entre as ilhas e com o exterior, e que tem um papel estratégico para a coesão regional. Neste sentido, enquanto este processo continuar a ser adiado, e sem soluções à vista, o que se privatiza, na verdade, é a confiança pública e a vida de todos os açorianos.
Olivéria Santos
Deputada do CHEGA Açores

