O deputado Francisco Lima escamoteou hoje a Conta da Região referente a 2023, destacando “o crescimento da dívida, os défices, as faturas por pagar, as dívidas herdadas pelo PS” como responsáveis por grande parte da divida que consta na conta da Região. O parlamentar elegeu também outras causas para este aumento, nomeadamente ao nível da máquina do Estado que “é enorme, está emperrada e ninguém tem coragem de mudar este estado de coisas. Temos de acabar com redundâncias e com gabinetes onde as chefias são os únicos funcionários”.
Neste sentido, Francisco Lima anunciou que o CHEGA está a preparar “um projecto ambicioso de redução da máquina do Estado”, lembrando que o número de funcionários públicos aumentou 52,61% entre 1996 e 2020, quando na verdade o número de Açorianos não tem aumentado. “Os Açorianos são os mesmos, mas a máquina aumenta mais de 50%”, o que significa que “quanto mais pessoas mais burocracia parece haver, como diz o povo quantos mais gatos mais ratos”.
Além disso, explicou o parlamentar, também as despesas na saúde e na educação têm aumentado, no entanto, “temos pior educação, e na saúde, as pessoas estão cada vez mais insatisfeitas com a qualidade dos serviços”.
Em termos práticos, Francisco Lima questionou o Governo Regional “onde está o plano de redução da burocracia, da extinção de serviços inúteis e redundantes e da redução de funcionários?”. O parlamentar quis saber também como está o plano de privatizações de um Sector Público Empresarial Regional “completamente falido e mal gerido” e que acresce despesa pública todos os dias. O parlamentar também referiu que há taxas que não são actualizadas há anos e que no tempo do PS isto servia para comprar votos.
Horta, 2 de Junho de 2025
CHEGA I Comunicação

