InícioNotíciasO PAGAMENTO INJUSTO DAS TAXAS DE DIREITOS DE AUTOR

O PAGAMENTO INJUSTO DAS TAXAS DE DIREITOS DE AUTOR

Os direitos de autor são essenciais para garantir que criadores sejam recompensados pelo seu trabalho intelectual. No entanto, o sistema de cobrança dessas taxas, frequentemente, apresenta falhas que resultam em pagamentos injustos e desproporcionais. Muitos artistas não recebem o que lhes é devido, enquanto empresas e intermediários acumulam grandes receitas com base em critérios pouco transparentes.

Em matéria de direitos de autor é competente a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e no que se refere a direitos conexos cabe à PassMúsica.

Apesar de reconhecer que na sua génese, esta taxa tem um objectivo nobre, a verdade é que se tem assistido a um abuso da aplicação destas taxas, quando se trata de festas populares, religiosas ou bailes tradicionais, o que evidencia a necessidade de uma revisão urgente desse modelo, até para o próprio benefício dos criadores e artistas.

Além disso, a remuneração paga aos criadores continua sendo extremamente baixa em relação ao lucro gerado pelas empresas. Muitos artistas recebem apenas centavos por milhares de execuções, o que revela que falta ao actual modelo mais transparência na arrecadação e distribuição das taxas de direitos autorais.

Está mais do que na hora de se proceder a um debate amplo sobre a regulamentação dessas taxas, para que se estabeleçam critérios mais justos e condizentes com a realidade da sociedade actual e distinguindo-se as associações e outras instituições análogas sem qualquer fim lucrativo, de todas as demais entidades.

Para o CHEGA Açores é absolutamente injusto, o pagamento à SPA e à PassMúsica das taxas de direitos de autor, sem que se tenha em conta a natureza da entidade e o evento em causa que, para efeitos de cobrança das referidas taxas, as pequenas associações sem cariz lucrativo e demais entidades colectivas sem esse tipo de fim, têm vindo a ser equiparadas a empresas rentáveis de eventos.

Dentro de pouco tempo vamos dar início, nos Açores, por exemplo, às festas do Espírito Santo, seguindo-se depois os Santos Populares e as festas paroquiais. Estamos a falar de festas, muitas delas populares, e que vivem da boa vontade do povo, a maioria realizada com parcos recursos, mas atolada em taxas e demais burocracias.

Não podemos tratar todos por igual, sendo urgente que se trate diferente, o que é diferente, pois só desta forma se conseguirá manter a tradição da celebração de diversas festas populares, garantindo-se, assim, a valorização da diversidade cultural dos Açores.

Olivéria Santos
Deputada do CHEGA Açores

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Most Popular

Recent Comments