A política portuguesa tem sido marcada, nos últimos tempos, por uma sucessão de casos e suspeitas de corrupção que têm contribuído para uma crise de confiança nas Instituições e nos seus principais representantes.
O caso mais recente envolve o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, e a sua ligação à empresa familiar Spinumviva, levantando questões sobre possíveis conflitos de interesse. Em resposta às controvérsias, o Partido Comunista Português (PCP) apresentou uma moção de censura, enquanto Montenegro, numa tentativa de reforçar a sua posição, anunciou ontem uma moção de confiança no Parlamento – onde o seu partido, o PSD, não detém maioria absoluta. O desfecho deste processo poderá́ abrir caminho para eleições antecipadas, aumentando a incerteza política no país.
Esta instabilidade política cria um ambiente em que decisões importantes para o País são adiadas ou tomadas sem a devida consideração das suas consequências a longo prazo.
Por outro lado, se uma moção de censura, a ser reprovada, poderia não interferir na vida política, o mesmo não se pode dizer de uma moção de confiança, cuja primeira consequência imediata passa pela validação ou o questionamento da liderança de Luís Montenegro. A dúvida sobre a autoridade de Montenegro poderá afectar a capacidade do PSD de apresentar uma proposta coerente e coesa em possíveis eleições futuras.
Se, para alguns, o cenário de eleições antecipadas representa um risco para a estabilidade do país, para outros, é uma oportunidade para redefinir o rumo político e dar voz à insatisfação crescente da população. Partidos, como o CHEGA, têm defendido a necessidade de um escrutínio eleitoral, alegando que o sistema político tem sido dominado por elites que governam em beneficio próprio.
Já chega de uma democracia podre e manipulada.
É preciso devolver Portugal aos portugueses, é preciso acabar com a corrupção, o compadrio, os interesses instalados, a imigração ilegal e o sentimento de insegurança da população. A sociedade portuguesa enfrenta desafios significativos em áreas como a saúde, educação, habitação, agricultura, pescas, entre tantos outros sectores, alimentando um sentimento de desilusão e incerteza quanto ao futuro.
Vemos uma sociedade triste, abandonada à sua sorte, cada vez mais pobre e sem o vislumbre da luz ao fundo do túnel.
Portugal merece mais e melhor. Que se devolva a dignidade aos portugueses. E que se volte a sorrir neste País!
Olivéria Santos
Deputada do CHEGA Açores

