O deputado Francisco Lima manifestou-se hoje contra a criação de um apoio extraordinário para compensar as quebras de produção dos agricultores, face à seca e descontrolo das pragas, por considerar que o objectivo é combater as pragas e não pagar os prejuízos das pragas, sob pena de ser mais rentável criar pragas do que ser agricultor.
O parlamentar acusou o PS – promotor da iniciativa – de criar um cenário apocalíptico, por não enumerar as pragas a que se refere no diploma. Neste sentido, Francisco Lima reforçou algo que o CHEGA também já tinha dito. Ou seja, “se fosse para se pagar o prejuízo das pragas, seria mais rentável criar ratos do que plantar vinha ou outro produto agricultura”.
Francisco Lima considerou importante que o diploma tenha definido um prazo para que estes apoios às pragas fossem pagos. No entanto, argumentou que o Secretário Regional da Agricultura “já tem um caderno de encargos muito pesado e não paga facturas” relativamente a outros apoios, sendo difícil pagar agora pelas pragas sugeridas pelo PS. Francisco Lima aconselhou o Secretário da Agricultura a fazer “como outros colegas seus Secretários” e admitir que não há dinheiro para sustentar tantos subsídios.
O parlamentar indicou ainda que os agricultores já desesperam com apoios que falta receber, explicando que “pior do que não receberem, é a expectativa de virem a receber e que tem sido adiada eternamente”.
Horta, 12 de Fevereiro de 2025
CHEGA I Comunicação

