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CHEGA SENTE-SE ENGANADO PELO GOVERNO EM RELAÇÃO AO HOSPITAL MODULAR

No decorrer do debate de urgência sobre o Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), pedido pelo CHEGA, o líder parlamentar, José Pacheco, garantiu que o CHEGA se sente enganado pelo Governo Regional em relação ao hospital modular. O CHEGA colocou-se ao lado do Governo, não criou problemas dada a situação que se vivia, e pelo facto de não serem conhecidos relatórios técnicos sobre o assunto, “mas sentimo-nos enganados em nome dos Açorianos”.

José Pacheco voltou a questionar: “afinal quem arranjou a solução do hospital modular foi o Governo Regional ou a empresa que bateu à vossa porta?”.

O parlamentar disse também que foi dita uma mentira aos deputados do CHEGA aquando da apresentação do hospital modular, quando foi afirmado que era possível desmontar a estrutura para ir para outra ilha, em caso de catástrofe. “Isso é impossível. Só o custo de ser desmontado e montado noutro sítio é de cinco milhões de euros. A hipocrisia e a cobardia política são muito feias”, lançou José Pacheco.

O parlamentar disse ainda não querer a demissão da Secretária da Saúde, Mónica Seidi, relativamente a este assunto, mas admitiu que a governante será “o elo mais fraco”, já que foi o próprio Presidente do Governo Regional a indicar a solução do hospital modular ao CHEGA.

“A Senhora Secretária tem o atrevimento de dizer que a Administração do HDES validou o hospital modular quando se sabe que não teve voz activa? Como é que a Ordem dos Enfermeiros diz que o hospital modular é melhor que o hospital? Porque continua o Governo Regional a acreditar na Presidente do Conselho de Administração? Porque foi a Presidente do Conselho de Administração a mediar o processo? Porque foi a Presidente do Conselho de Administração a falar no hospital modular?”, questionou.

José Pacheco fez questão de reforçar que sempre se ouviu, da parte do Governo Regional, que o hospital modular seria uma solução transitória para obras no edifício sede do HDES. “O CHEGA quer saber quando começam as obras no HDES. Já ouvimos aqui dizer que o modular é uma redundância. Era uma redundância se o HDES estivesse a funcionar, mas não se conhece nada sobre as obras a não ser um relatório técnico interno. Se os técnicos do HDES mentiram no relatório que emitiram, despeçam quem o fez”, rematou.

O líder parlamentar lembrou que numa reunião mantida a 28 de Outubro de 2022 com a administração da altura do HDES, “foi-nos dito que os equipamentos estavam obsoletos, alguns não sofriam manutenção desde o dia em que o hospital foi inaugurado. Não estamos a julgar o PS, mas sim o que se está a passar agora no HDES”, explicou.

Directo e concreto, José Pacheco quis saber quando vai a Secretária da Saúde demitir Paula Macedo do Conselho de Administração do HDES.

Sem respostas, José Pacheco incitou a Secretária da Saúde a indicar “porque foi afastado o antigo Conselho de Administração? Porque foi a directora financeira afastada?”. E reforçou que foi o Presidente do Governo Regional quem falou ao CHEGA do hospital modular, por isso, “esperava que estivesse aqui hoje, porque tem de responder ao Povo Açoriano. Se o Senhor Presidente do Governo não quer prestar esclarecimentos, estamos conversados sobre a consequências que daí hão-de advir”.

A deputada Hélia Cardoso quis saber, por seu lado, questões técnicas como quantas salas do bloco operatório de cirurgias programas estão a funcionar, das seis existentes, porque não foi tomada mais cedo a decisão sobre as Unidades de Tratamento de Ar (UTA). Hélia Cardoso clarificou que “o facto de haver um relatório e a tutela não o achar relevante é direito da tutela e tem de assumir essa decisão, no entanto, não entendo a decisão da tutela de esconder esse relatório”.

No encerramento do debate, José Pacheco relembrou que as informações foram contraditórias e só a partir do momento em que foi pedido o debate de urgência pelo CHEGA, é que “as informações foram surgindo como cogumelos”. O importante, afirmou, é que os Açorianos fossem esclarecidos.

O líder do CHEGA deixou, no entanto, o aviso: “nesta terra têm de acabar as vacas sagradas. Aqui não pode haver ordens profissionais ou instituições, que estão acima de tudo. Dentro de uma instituição como o HDES não pode haver suspeita, compadrio ou corrupção. Se há suspeita que uma Presidente do Conselho de Administração andou a comprar equipamentos a uma empresa que é do irmão, é uma suspeita muito grave”, reforçou.

Horta, 12 de Fevereiro de 2025
CHEGA I Comunicação

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