Já muito se escreveu sobre a diferença entre a esquerda e a direita em termos económicos, entre ter um Estado megalómano, omnipotente e omnipresente, metido em tudo o que é economia, criando milhões de dependentes da “caridade” desse próprio Estado, que serve de agência de emprego para amigos e militantes defendido pela esquerda e uma economia privada robusta, liberal e competitiva, cheia de oportunidades para todos, onde o Estado regula, mas não atrapalha, renegando-se às suas funções essenciais de soberania, defesa do território, administração da justiça e de garantia de saúde e educação (pública ou privada) para todos, defendido pela verdadeira direita.
Enquanto a direita promove e conserva os valores seculares e tradicionais da família, da Pátria e do trabalho, como forma de manter a sociedade viável e coesa, a esquerda aposta na desconstrução social, num novo modelo de sociedade baseado em verdades alternativas e guerras culturais, onde a educação dos filhos pela família é substituída pela educação e doutrinação pelo Estado, em que defender a Pátria é xenofobia, em que o trabalho é uma exploração do trabalhador pelas forças capitalista, em que o sexo é sociológico e não biológico, em que a família é um conceito obsoleto.
Esse mundo fantástico prometido pela esquerda e pela extrema-esquerda de um Estado generoso e igualitário que vai acabar com todas as injustiças sociais, que vai dar tudo a toda a gente sem pedir nada em troca, em que a carga laboral deve ser drasticamente reduzida e em que as baixas fraudulentas não existem, são fantasias alimentadas pela esquerda que são desmentidas pela realidade.
Como a realidade desmente as políticas socialistas, como a economia não funcionar com modelos estatizantes e burocráticos assentes em excesso de Estado e falta de iniciativa privada, a esquerda e a extrema-esquerda optaram por uma estratégia alternativa de negacionismo da realidade. Em vez de apresentarem soluções para os problemas, optaram por atacar e caluniar quem não defende as políticas ruinosas da esquerda. No caso do Bloco de Esquerda é frequente o recurso ao ataque pessoal gratuito – prova cabal de que já não têm mais argumentos.
Quando o CHEGA propôs um maior controlo da imigração e do acesso abusivo ao sistema nacional de saúde, foi apelidado de ser um partido xenófobo, racista e fascista, numa autêntica cacofonia de uma horda de comentadores avençados do sistema. Quando o CHEGA conseguiu aprovar no Parlamento dos Açores legislação que determina que quem trabalha deve ter os filhos com prioridade no acesso às creches, logo vem esta canhota retrógrada vilipendiar a medida e atacar e caluniar os promotores com argumentos falaciosos, omitindo que a lei inicial era socialista e previa exatamente que os filhos de pais que trabalham tivessem prioridade nas creches.
Como cada vez menos gente acredita no socialismo e nas suas falácias, o socialismo tem tendência a ser erradicado do planeta Terra, seguindo o exemplo do comunismo que já dele quase só reza a história (e só para contar desgraças), a esquerda e a extrema-esquerda (já ninguém as distingue), vive agora numa realidade alternativa, num mundo em que a manipulação dos factos, a mentira , a calúnia e a difamação dos adversários políticos, são o único argumento – vivem no mundo do “pós-verdade”.
Esta política do pós-verdade da canhota já não engana ninguém. À medida que a economia cresce e a pobreza desaparece, as agendas da esquerda já não se focam nos “coitadinhos”, nos “pobrezinhos”, os tais filhos das políticas socialistas, mas agora são as “guerras culturais”, o racismo, as casas de banho mistas, a ideologia do género, o ativismo ambiental, a promoção da cultura Woke e todo o tipo de agendas radicais.
Enquanto vão berrando contra o capitalismo, os arautos da verdade e da seriedade da extrema-esquerda deleitam-se com as benesses do capitalismo, como fez o camarada Robles em Lisboa ou como faz a atriz Catarina Martins com o seu alojamento local, ou como fez o Bloco de Esquerda quando aprovou o aumento dos ordenados dos políticos. Ainda há aqueles políticos do Bloco de Esquerda que tomam posse como professores em escolas para garantir o seu lugar cativo mesmo sabendo que nunca vão lá pôr os pés, deixando os alunos sem professor, mas batem com as mãos no peito no Parlamento a reclamar mais professores para o sistema, e claro, redução da carga horária – dá sempre jeito quando voltarem a ser professores.
Socialismo nos Açores, nunca mais!
Francisco Lima
Deputado e Vice-presidente do CHEGA Açores

