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CULTURA É TRANSVERSAL E NÃO PODE FUNCIONAR APENAS COM SUBSÍDIOS

A cultura é transversal e a sua divulgação ou apoio não pode ser apenas para uns, deixando outros de fora, fomentando o conceito de cultura que se anda a propagar nos Açores.

As palavras são do deputado José Pacheco, a propósito de uma declaração política do Bloco de Esquerda sobre cultura e atrasos nos apoios a determinadas artes. “O que está a acontecer é que alguns pseudo-intelectuais que fazem umas coisas que não interessam a ninguém, são acarinhados, mas quando um miúdo da Horta quer fazer uma banda ou uma peça de teatro e não consegue apoios, tal como as filarmónicas que são vistas como coitadinhas”, afirmou José Pacheco.

Para o parlamentar, “não há cultura boa ou má, os senhores do Bloco de Esquerda é que têm a arrogância de achar que há uns pequenos e outros grandes. Se o Estado apoia, não pode ser uma coisa para cinco gatos pingados. Não posso aceitar que o Governo ande a patrocinar festivais em que os contribuintes pagam bilhete para entrar, e que no dia seguinte os promotores vão fazer cruzeiros. Isto é completamente errado. Quando temos freguesias em que as filarmónicas começam a fechar, como a da Vila Nova que até tem o palco a ruir”.

José Pacheco indicou que a cultura tem de ser útil e oferecer algo, quando ultimamente, nos Açores, se tem optado por “defender um grupinho de meninos que vivem às costas dos contribuintes só porque apresentam uma coisa que alguns consideram cultura”.

O deputado insurge-se contra a denúncia – na declaração política – que há editoras a fechar na Região por falta de apoios. “Isso é a mesma coisa que dizer que os jornais só podem sobreviver se o Governo lhes injectar dinheiro e isso assim não pode ser”, concluiu José Pacheco.

Horta, 12 de Setembro de 2024
CHEGA I Comunicação

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