Numa visita à freguesia da Salga, os deputados do CHEGA Açores, José Pacheco e Olivéria Santos, juntamente com os deputados municipais eleitos pelo Nordeste, Nuno Cymbron e Alberto Torres, denunciaram a falta de habitação na freguesia que não permite a fixação de casais jovens no concelho do Nordeste.
Os parlamentares estiveram junto a um terreno que, há mais de 20 anos, estava destinado à construção de 42 habitações, mas nunca avançou. “Este terreno é do Governo Regional, que podia ter concorrido ao PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] para avançar com mais habitação para a freguesia e para o concelho. Isso é um sinal de falta de inteligência política”, referiu o líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, que anunciou que o CHEGA irá apresentar um requerimento na Assembleia Regional questionando esta situação em particular.
A falta de habitação é transversal, no entanto, as freguesias e concelhos mais afastados dos grandes centros urbanos são quem mais sofre quando não há disponibilidade de habitação. “Os Açorianos estão a pedir casas, estão a pedir condições para fazerem a sua casa, não estão a pedir casas dadas, mas sim casas que possam pagar. Não podemos desertificar os concelhos por falta de soluções habitacionais”, acrescentou o parlamentar.
O CHEGA lembrou que a Região tem centenas de terrenos abandonados, que podem ser usados para avançar com soluções de habitação, no entanto há entraves que não se conseguem ultrapassar politicamente. Até porque, lembrou José Pacheco, o CHEGA apresentou na Assembleia Regional um diploma para que se adoptassem medidas eficazes para facilitar a construção pública e privada, nomeadamente a suspensão de PDM’s e alteração dos constrangimentos impostos pela definição de terrenos em Reserva Agrícola.
“O PSD chumbou este diploma, quando podíamos ter aqui uma escapatória que permitisse avançar e agilizar estes processos e permitir que os Açorianos tivessem acesso mais facilitado à construção da sua própria casa”, reforçou José Pacheco.
A questão é que “o Governo Regional prefere manter habitação social, prefere ter gente a bater à porta da Secretaria da Habitação a pedir uma casa, prefere sustentar esta malandragem em vez de pensar nas pessoas que trabalham e que precisam realmente de uma casa para iniciar uma vida”, explicou o parlamentar.
Certo é que com verbas do PRR foram requalificados alguns apartamentos que estavam abandonados em várias ilhas, o que permitiu colmatar alguma falta de habitação, mas “só em São Miguel, estima-se que faltem duas mil habitações no imediato”. Ou seja, as verbas do PRR podiam ter sido usadas para construção de mais habitações, mas “houve falta de inteligência política para aproveitar estas verbas e permitir aos Açorianos ter a sua casa”, concluiu José Pacheco.
FALTA DE HABITAÇÃO NÃO PODE SER RESPONSÁVEL PELA DESERTIFICAÇÃO DO NORDESTE
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