O CHEGA Açores está preocupado com as mais recentes notícias que revelam um aumento significativo das rendas para 2027. Neste sentido, o Grupo Parlamentar pede esclarecimentos ao Governo Regional sobre o plano de acção para travar o aumento das rendas e reforçar a oferta de habitação para arrendamento na Região.
Na sequência de previsões preocupantes que apontam para um aumento significativo das rendas já em 2027, podendo atingir valores na ordem dos 25% nos novos contratos, o CHEGA questiona o Executivo, através de requerimento, por entender que esta realidade representa uma ameaça séria à estabilidade das famílias açorianas, numa Região onde o acesso à habitação já constitui uma das principais dificuldades.
No documento, os parlamentares alertam que são cada vez mais frequentes os casos de jovens que não conseguem sair da casa dos pais, casais que adiam projectos de vida e trabalhadores que recusam oportunidades de emprego por falta de habitação acessível, recordando que a escassez de imóveis disponíveis para arrendamento permanente, particularmente na ilha de São Miguel, tem vindo a agravar a pressão sobre os preços, tornando-os incomportáveis face aos salários médios praticados nos Açores.
No requerimento, o CHEGA Açores questiona o Governo Regional sobre a evolução dos preços do arrendamento nos últimos anos, a actual disponibilidade de habitação, as projecções futuras e, sobretudo, as medidas concretas que estão a ser preparadas para aumentar a oferta e conter a escalada dos preços.
O Grupo Parlamentar quer ainda saber o número de habitações públicas previstas para arrendamento acessível até 2027, os incentivos aos proprietários privados, a recuperação de imóveis devolutos e o impacto dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência na resposta habitacional.
José Pacheco, recorda que o problema da habitação na Região “não resulta apenas da dinâmica do mercado, mas sobretudo da falta de oferta e da ausência de políticas eficazes que equilibrem a procura com a disponibilidade existente”, defendendo “a adopção urgente de medidas estruturais que garantam o acesso a habitação digna e compatível com os rendimentos das famílias açorianas, evitando o agravamento de uma crise que já se faz sentir em todo o arquipélago”, conclui o líder do Grupo Parlamentar.
Ponta Delgada, 5 de Agosto de 2026
CHEGA I Comunicação

