Há uma pergunta que merece ser feita.
Porque é que tantos reclusos passam os dias sem produzir nada, quando poderiam estar a prestar um serviço útil à comunidade?
Falamos dos condenados por crimes menos graves, daqueles que, sob vigilância e em segurança, poderiam ajudar a limpar caminhos, desobstruir ribeiras, recuperar espaços públicos, pintar escolas, jardins ou edifícios públicos.
Em vez de estarem fechados entre quatro paredes, muitas vezes sem qualquer ocupação útil, poderiam estar a aprender uma profissão, a ganhar hábitos de trabalho e a devolver à sociedade uma parte daquilo que lhe retiraram.
A prisão deve punir, mas também deve responsabilizar.
Quem errou tem o dever de contribuir para reparar, na medida do possível, os danos causados à comunidade. E quem trabalha ganha disciplina, competências e melhores condições para recomeçar quando cumprir a sua pena.
O que não faz sentido é termos tantos espaços públicos a precisar de manutenção, enquanto milhares de contribuintes suportam integralmente os custos de manter reclusos sem qualquer atividade produtiva.
Concorda?
Os reclusos condenados por crimes menos graves e aptos para trabalhar deveriam prestar trabalho útil à comunidade durante o cumprimento da pena?
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