InícioParlamentoAÇORES NÃO PODEM CONTINUAR A TER EMPRESAS PÚBLICAS SAGRADAS

AÇORES NÃO PODEM CONTINUAR A TER EMPRESAS PÚBLICAS SAGRADAS

Acabou rejeitada a proposta do CHEGA que pretendia “a implementação de uma estratégia integrada para reforçar a eficácia da Administração Pública, garantir a sustentabilidade do Sector Empresarial Público e assegurar uma gestão responsável dos recursos regionais”, mas durante o debate, o deputado Francisco Lima disse ter ficado com dúvidas se o Governo Regional quer efectivamente diminuir a máquina da Administração Pública.
O parlamentar argumentou que os Açores não podem continuar a ter “vacas sagradas” intocáveis, no que diz respeito às empresas públicas e explicou a visão do CHEGA relativamente a algumas empresas que o diploma pretende privatizar.
Por exemplo, afirmou Francisco Lima, em relação à EDA, “o preço da electricidade é regulado, logo, nunca seria um problema privatizar”. O parlamentar deu o exemplo da EDP, a nível nacional, que foi privatizada “ao desbarato” por necessidade. Ora, no caso da EDA, que até é uma empresa viável, “se houvesse uma privatização nesta altura, iria ser vendida com um caderno de encargos e não ao desbarato”.
Relativamente ao Teatro Micaelense, Francisco Lima ressalvou que “depois de ter entrado a nossa proposta, reduziram drasticamente os custos com pessoal em 2026”.
Também o líder parlamentar do CHEGA, José Pacheco, fez saber que “não se pode fazer omeletes sem quebrar ovos”. Na prática, quis dizer não se pode privatizar, ou reestruturar, ou fazer uma mudança, sem fazer nada. “Foi isso que o Governo Regional acabou de dizer”, até pode concordar, no entanto, “há sempre um «mas» que impede que se avance”, concluiu.
Horta, 9 de Julho de 2026
CHEGA I Comunicação

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