A proposta do CHEGA foi apresentada na Assembleia da República depois de concretizada a saída da Ryanair dos Açores e exigia medidas urgentes para garantirem a conectividade aérea e a competitividade económica da Região.
Acabou hoje chumbada em plenário pelo PS, IL e CDS, o que constitui um sinal preocupante da incapacidade dos partidos que suportam os actuais modelos de governação para reconhecer a dimensão dos desafios que a Região enfrenta.
A deputada do CHEGA à Assembleia da República, Ana Martins, considera que os desenvolvimentos mais recentes relativos à redução da conectividade aérea dos Açores vieram confirmar preocupações que o partido tem manifestado há vários meses.
Mais do que uma questão partidária, está em causa um problema estrutural que afecta directamente a mobilidade dos Açorianos, a competitividade das empresas, a atracção de investimento e o futuro de sectores fundamentais da economia regional.
Durante anos, os sucessivos governos procuraram apresentar os resultados do crescimento turístico como prova do sucesso das suas políticas. Contudo, o crescimento por si só não substitui a necessidade de planeamento estratégico. Quando surgem dificuldades, torna-se evidente a falta de mecanismos de prevenção, de diversificação de operadores e de uma visão de longo prazo para a mobilidade aérea da Região.
Perante os sinais de fragilidade do modelo existente, o Governo Regional continua a apresentar remendos sem a capacidade de articular instrumentos de regulação pública, mecanismos de concorrência entre operadores e planeamento estruturado da rede aérea regional, enquanto os partidos que o acompanham na República, optam por rejeitar propostas que procuravam colocar este tema no centro da discussão política.
O CHEGA entende que os Açorianos merecem mais do que reacções tardias a problemas previsíveis. Merecem uma política de transportes que tenha em conta a realidade arquipelágica da Região, que promova a concorrência, que garanta acessibilidade a preços justos e que assegure estabilidade às famílias, às empresas e aos sectores económicos que dependem directamente das ligações aéreas.
Os acontecimentos recentes demonstram que os alertas feitos pelo CHEGA eram legítimos e fundamentados. Infelizmente, aqueles que tinham responsabilidades governativas preferiram desvalorizar os riscos em vez de preparar soluções.
A mobilidade aérea é demasiado importante para ficar refém da inércia política. Os Açores precisam de uma visão estratégica para as próximas décadas e não apenas de respostas pontuais quando os problemas já estão instalados.
Lisboa, 12 de Junho de 2026
CHEGA I Comunicação

