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CHEGA EXIGE EXPLICAÇÕES PARA 500 TOXICODEPENDENTES ACOMPANHADOS POR UM ÚNICO MÉDICO NA ILHA TERCEIRA

A situação foi denunciada recentemente pela RTP/Açores, em que se expunha a falta de médicos na Unidade de Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências da ilha Terceira, onde haveria apenas um clínico para acompanhar cerca de 500 utentes.

Uma situação que se torna ainda mais preocupante perante relatos de pessoas que aguardam vários meses por uma consulta médica necessária ao encaminhamento para internamento numa comunidade terapêutica.

O CHEGA apresentou, por isso, um requerimento onde exige conhecer o número de utentes em lista de espera, os tempos médios e máximos para consultas, os pedidos de internamento pendentes e as medidas previstas para reforçar os recursos médicos.

Para o líder parlamentar do CHEGA Açores, José Pacheco, esta situação é inaceitável e exige respostas concretas da tutela, uma vez que “estamos a falar de pessoas que reconhecem que têm um problema, que querem libertar-se da toxicodependência e que encontram um sistema de saúde incapaz de lhes dar uma resposta em tempo útil. Não podemos permitir que alguém perca a oportunidade de recuperar a sua vida por falta de uma simples consulta médica”.

No requerimento são ainda questionadas as declarações do Director Regional de Prevenção e Combate às Dependências, Pedro Fins, que reconheceu a necessidade de reforçar o número de médicos, mas garantiu que existem financiamento e vagas disponíveis para internamento.

“Afinal, de que servem as vagas e o dinheiro se os doentes não conseguem chegar ao tratamento? O Governo anuncia programas, garante financiamento, mas depois falha naquilo que é essencial: dar resposta a quem precisa de ajuda”, critica. O parlamentar acrescenta que o próprio Governo Regional estabeleceu, no Programa Regional para a Redução dos Comportamentos Aditivos e das Dependências 2026–2030, uma meta de resposta aos pedidos de admissão em tratamento no prazo máximo de 30 dias.

“Queremos saber se esses 30 dias representam uma resposta efectiva ou apenas mais uma formalidade administrativa. Porque uma coisa é responder a um pedido, outra muito diferente é garantir que o doente recebe o tratamento de que necessita”, reforça José Pacheco.

Ponta Delgada, 5 de Novembro de 2026
CHEGA I Comunicação

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