As deslocações nacionais e internacionais dos responsáveis da Escola do Mar dos Açores representaram, em 2023 e 2024, despesas na ordem dos 147 mil euros contabilizados em despesas de deslocações, estadas e transportes. Isto sem contabilizar despesas de representação, que representaram mais 3 mil euros.
Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa Regional, o CHEGA pretende conhecer detalhadamente a finalidade destes gastos, quem beneficiou das deslocações e que resultados foram efectivamente alcançados para a formação profissional na Região.
Referindo que a Associação para o Desenvolvimento e Formação do Mar dos Açores (ADFMA), responsável pela gestão da instituição, recebe financiamento público regional, os parlamentares reconhecem a importância estratégica da Escola do Mar dos Açores para a formação, qualificação e certificação de profissionais ligados às actividades marítimas, às pescas, à navegação, à segurança no mar e aos restantes sectores da economia azul. No entanto, questionam se a participação em eventos nacionais e internacionais têm trazido retorno para a Escola.
O deputado José Paulo Sousa reforça a importância da missão da Escola do Mar dos Açores, mas salienta que “a sua actividade não pode ser confundida com uma agenda de representação institucional. Queremos perceber o retorno concreto de tantas deslocações. Quantos novos cursos foram criados? Quantas certificações foram conseguidas? Que financiamentos foram captados? E quantos formandos beneficiaram efetivamente destas iniciativas?”, questiona o deputado.
No requerimento os parlamentares questionam ainda se a Escola do Mar dos Açores dispõe dos recursos humanos necessários para cumprir a sua missão, nomeadamente formadores em número suficiente, e se existem equipamentos e condições materiais adequados à formação.
“É inaceitável que se gastem milhares de euros em deslocações e participações em eventos internacionais sem que os Açorianos saibam que benefícios concretos daí resultam. A prioridade tem de ser a formação dos nossos profissionais e a resposta às necessidades da economia marítima regional”, defende.
O CHEGA considera que, sendo uma instituição financiada com dinheiros públicos, a ADFMA tem de prestar contas de forma clara e rigorosa. “O dinheiro dos contribuintes exige transparência. Não basta apresentar números globais nos relatórios de contas, é preciso explicar onde se gasta, porquê, com que autorização e com que resultados”, conclui o deputado.
Santa Cruz das Flores, 6 de Novembro de 2026
CHEGA I Comunicação

