A saúde dos Açorianos não tem preço, no entanto, a evolução da despesa dos hospitais da Região tem vindo a aumentar exponencialmente, sendo necessário verificar a dimensão das dívidas hospitalares, a evolução da despesa e as consequências para os utentes, para os profissionais de saúde e para a economia regional.
Neste sentido, o CHEGA Açores agendou para a próxima sessão plenária, um debate de urgência sobre “saúde financeira dos Hospitais da Região e as suas implicações no Serviço Regional de Saúde”, já que a situação financeira dos hospitais exige respostas e transparência.
O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, é uma das principais preocupações, já que as últimas contas apresentadas mostram que o hospital está a gerar, por mês, perto de 4,6 milhões de euros de prejuízo – um valor que quase quadruplicou nos primeiros seis meses de 2026, comparativamente com o primeiro semestre do ano passado.
Para o CHEGA Açores, é fundamental perceber onde se gasta e como se gasta, pois “não basta aumentar a despesa com a saúde se os Açorianos continuam à espera de consultas, exames e cirurgias. É preciso perceber para onde vai o dinheiro dos contribuintes e porque razão o aumento dos encargos não se traduz numa resposta mais rápida e eficaz para os doentes”, refere a deputada Hélia Cardoso.
O debate agora agendado para a próxima semana, deverá permitir esclarecer também as consequências das dívidas hospitalares a fornecedores, já que atrasos nos pagamentos podem colocar pressão sobre empresas que fornecem medicamentos, dispositivos médicos, equipamentos, serviços de alimentação, limpeza e manutenção, podendo afectar a sua capacidade de manter postos de trabalho e cumprir os seus próprios compromissos.
“As dívidas dos hospitais não desaparecem. Alguém acaba por suportar os seus custos: os contribuintes, os fornecedores ou os próprios utentes, quando a falta de recursos compromete a resposta dos serviços. Não podemos ignorar o impacto destas responsabilidades na economia Açoriana”, sublinha Hélia Cardoso.
Para a parlamentar, a gestão dos recursos públicos na saúde deve ser acompanhada de rigor, transparência e resultados mensuráveis. A sustentabilidade financeira dos hospitais não pode ser analisada separadamente da qualidade dos cuidados prestados, do acesso dos Açorianos aos tratamentos de que necessitam e da estabilidade das empresas que asseguram diariamente o funcionamento dos serviços.
Ponta Delgada, 12 de Outubro de 2026
CHEGA I Comunicação
CHEGA AGENDA DEBATE DE URGÊNCIA SOBRE A SITUAÇÃO FINANCEIRA DOS HOSPITAIS DA REGIÃO
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