A novela mexicana de Luís Neves já tem episódios a mais.
Primeiro era um tanque. Depois uma piscina. Agora já só falta dizer que é um lago para os marrecos. Licenças? Isso parece ser para o cidadão comum.
Depois temos um carro apreendido a um traficante usado como viatura de serviço e até material de ginásio apreendido, alegadamente necessário para investigações. Que investigações precisam de aparelhos de ginásio?
Vai à Madeira, a uma cerimónia da PSP, e transforma aquilo num monólogo político: ataca jornalistas, ataca André Ventura, dispara em todas as direções e diz que “é tudo mentira”.
Mentira o quê? Isso é que não explica.
E chegamos ao mais grave: as declarações de património. São burocráticas? São. Mas todos temos de as apresentar.
A lei é igual para todos. Ou devia ser.
Agora só falta dizer que a culpa é do André Ventura.
Quanto ao resto, Luís Neves devia tirar as devidas consequências e ir-se embora.
A Polícia Judiciária merece respeito. Não merece ser arrastada para esta novela.

