O Governo Regional diz que já não pode baixar mais o ISP.
Mas os números contam outra história.
Nos primeiros sete meses deste ano, a Região arrecadou cerca de 44 milhões de euros em imposto sobre os combustíveis.
São mais 2 milhões de euros do que no mesmo período do ano passado, o que representa um aumento superior a 5%.
E há um dado que mostra bem o peso desta receita: o ISP rendeu apenas menos 5 milhões de euros do que o IRC pago sobre os lucros de todas as empresas açorianas.
Ou seja, os combustíveis renderam aos cofres da Região quase tanto como o imposto sobre os lucros das empresas.
Em 2025, a receita do ISP já tinha atingido cerca de 78 milhões de euros, o valor mais elevado dos últimos anos, mantendo uma trajetória de crescimento desde 2022.
Perante estes dados, o Governo não pode continuar a limitar-se a dizer que não existe margem para baixar mais o imposto.
Se a receita aumentou, então o Governo tem de explicar aos açorianos por que razão não utiliza parte desse aumento para aliviar o preço pago pelas famílias, pelas empresas, pelos agricultores e pelos pescadores.
Não estamos a dizer que a taxa do ISP aumentou. Estamos a dizer algo que os números confirmam: mesmo depois das reduções anunciadas, o Governo arrecadou mais com os combustíveis.
Enquanto os açorianos pagam cada vez mais na bomba, a Região continua a aumentar a receita fiscal.
Se entraram mais 2 milhões de euros, então há margem para devolver esse esforço aos açorianos.
Baixem o ISP. Cumpram o que foi aprovado.
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