InícioParlamentoFALTA DE MANUTENÇÃO NAS ESCOLAS PREJUDICA TODA A COMUNIDADE ESCOLAR

FALTA DE MANUTENÇÃO NAS ESCOLAS PREJUDICA TODA A COMUNIDADE ESCOLAR

Os deputados do CHEGA visitaram hoje a Escola Secundária da Lagoa, em São Miguel, em jeito de antevisão do próximo ano lectivo e depararam-se com um problema que afecta a esmagadora maioria das escolas de toda a Região. A falta de manutenção a que durante anos e anos se tem assistido, degradando edifícios e obrigando os estabelecimentos de ensino a fazer obras cirúrgicas nos problemas estruturais mais urgentes.

Apesar das intervenções de maior monta que têm sido feitas pontualmente no edifício, é o orçamento da escola que vai sendo usado para socorrer algumas necessidades mais prementes, nomeadamente nas infiltrações que são visíveis em algumas salas de aula e no ginásio.

“O problema foi que durante anos se construíram escolas, não se pensou na manutenção e hoje estamos a pagar a fatura. Os Governos esqueceram-se de projectar a escolas para o futuro. Construir sim, mas manter em boas condições no futuro”, explicou a deputada Olivéria Santos que acusou os antigos Governos socialistas de apenas construírem edifícios e o actual Governo de coligação debate-se com o problema de não ter dinheiro para a manutenção.

A parlamentar lembrou que o CHEGA tem tentado ajudar a resolver alguns destes problemas mais graves em algumas escolas, nomeadamente inscrevendo no Plano e Orçamento verbas para tal, no entanto, os problemas são tantos que não se consegue chegar a todas as escolas ao mesmo tempo.

Apesar dos problemas de manutenção, a Escola Secundária da Lagoa está a postos para um início de ano lectivo tranquilo, apesar de adiado devido ao problema dos exames nacionais. Com 730 alunos inscritos para este ano, o número de professores e assistentes operacionais é o necessário – não recebendo nenhum dos 108 assistentes operacionais que irão reforçar as escolas, anunciados pelo Governo Regional para este ano lectivo.

“Neste momento a Escola Secundária da Lagoa tem tudo apostos para o arranque do ano lectivo. Isto se ninguém faltar ao trabalho ou se não houver baixas médicas logo no início do ano lectivo”, referiu a deputada Olivéria Santos que lembrou a resposta do Governo Regional a um requerimento do CHEGA, que dava conta que a educação é o sector público onde há mais baixas médicas.

Um problema que causa transtornos quer aos alunos, quer aos próprios colegas professores e assistentes operacionais. “Nem todas as baixas são fraudulentas. Mas é uma situação que precisa de ser revista, mais bem fiscalizada, até para proteger quem está realmente doente e tem uma baixa verdadeira”, reforçou a parlamentar que entende que, tal como no sector privado, é preciso haver mais denúncias e mais fiscalização das baixas médicas, para que não haja abusos do sistema.

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