O CHEGA Açores acusa o Governo Regional de manter um silêncio injustificável perante a polémica relacionada com o pagamento de mais de 12 mil euros a uma sociedade externa de advogados, num processo envolvendo o vice-presidente do Governo Regional, Artur Lima. O partido considera que estão em causa dinheiros públicos e já avançou com participações junto do Tribunal de Contas e do Gabinete de Prevenção da Corrupção e da Transparência.
José Pacheco questiona as razões que levaram o Executivo Açoriano a recorrer a uma sociedade externa de advogados e pretende saber se Artur Lima teve alguma influência ou exerceu pressão para que essa decisão fosse tomada. O líder parlamentar do CHEGA Açores considera que poderá estar em causa um “uso abusivo de dinheiros públicos” e lembra que o partido já apresentou um requerimento para obter todos os esclarecimentos sobre o processo.
O CHEGA pretende ainda exigir a devolução de, pelo menos, 12.200 euros, admitindo que o custo total para os cofres públicos possa ser superior quando contabilizadas outras despesas relacionadas com o processo. Pacheco refere que existem ainda valores e intervenientes que precisam de ser devidamente esclarecidos e documentados.
Para José Pacheco, igualmente preocupante é o silêncio do Governo Regional perante as questões levantadas. O deputado considera difícil compreender por que razão se recorre a escritórios externos quando a Administração Pública dispõe de juristas nos seus quadros.
“Então para que é que servem os juristas que a Administração Pública anda a contratar? Estes juristas são tachos ou são mesmo juristas?”, questionou José Pacheco, defendendo que o Governo Regional deve explicar aos açorianos, com total transparência, quem decidiu contratar os advogados externos, porquê e quanto custou efetivamente todo o processo aos contribuintes.
Fonte de vídeo: RTP Açores

